A família da estudante da Apae, Maria de Lourdes Henrique, de 56 anos, que morreu nesta segunda-feira (20), acredita que houve negligência médica no primeiro atendimento prestado no dia do acidente. Maria era uma das ocupantes do micro-ônibus da instituição que colidiu com um trem em Jandaia do Sul, no último dia 9, e que resultou na morte de três pessoas. Maria foi encaminhada Hospital do Norte Paranaense (Honpar), em Arapongas, e, segundo familiares, recebeu alta do hospital com uma fratura na bacia que só foi descoberta uma semana depois da liberação.
“A Lourdes recebeu alta dois dias depois . Os médicos disseram que ela sofreu uma fratura em três costelas e uma pequena perfuração no pulmão. Porém, nada falaram sobre a bacia fraturada, mesmo ela reclamando de dor”, afirma relata o primo de Lourdes, o empresário Igor Oliveira, de 27 anos, de Apucarana.
Dias depois, Lourdes precisou passar por uma lavagem intestinal e foi até o PAM de Jandaia do Sul. No atendimento, como ela demonstrou dor ao caminhar, foi pedido um raio-x que revelou a fratura. Conforme Igor, um laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Apucarana aponta que causa da morte foi embolia pulmonar, trombose venosa profunda e acidente de embolia. “A Polícia Civil de Jandaia solicitou ao IML que removesse o corpo da casa do meu tio para investigação. Acreditamos que a morte tem ligação com a bacia quebrada devido ao acidente. Queremos uma justificativa do hospital e uma explicação”, disse.
A assessoria do Honpar informou, em nota, que prestou atendimento de urgência e emergência a paciente, seguindo todos os protocolos do SUS , fornecendo o atendimento médico necessário até sua alta hospitalar. (SILVIA VILARINHO)