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Fechado há 15 anos, Museu Regional de Apucarana pode ser reaberto na Unespar

Fernando Klein

| Edição de 09 de setembro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O incêndio que destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro, no último domingo, chocou o país e levantou questionamentos sobre a segurança e as condições de estabelecimentos do gênero no país. Praticamente todo acervo, composto por mais de 20 milhões de itens, foi perdido. Essa tragédia na preservação da memória nacional e de outras civilizações gerou um alerta: como estão os nossos museus?

Imagem ilustrativa da imagem Fechado há 15 anos, Museu Regional de Apucarana pode ser reaberto na Unespar


Em Apucarana, o Museu Histórico Regional David Carneiro, principal referência no município, está fechado há pelo menos 15 anos. Instalado em uma sala do campus da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), antiga Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana (Fecea), o espaço tem mais de 2 mil itens, entre fotografias, quadros, mapas, documentos, moedas e objetos de pioneiros de Apucarana e de toda região. 
O diretor do campus da Unespar de Apucarana, professor Daniel Gomes, afirma que a instituição de ensino superior pretende reabrir o museu, fundado em 24 de setembro de 1976 e administrado por anos pelo museólogo Ninger Marena, hoje lotado na Universidade Estadual de Londrina (UEL). “Começamos a discutir o assunto antes do incêndio no Museu Nacional. Foi uma coincidência”, afirma o diretor. 
Segundo ele, a Unespar está dando os primeiros passos para reabrir o local para visitação. “Começamos a desenvolver um projeto nesse sentido e uma professora foi indicada para cuidar desse trabalho. Não é algo simples. O museu está fechado há pelo menos 15 anos e nós assumimos há 60 dias a direção da Unespar. Colocamos a reabertura do museu como uma das nossas prioridades”, afirma. 
Segundo o professor, várias readequações são necessárias na sala onde estão os itens e objetos do museu para viabilizar a visitação. Será necessário também catalogar novamente o acervo. Por isso, o diretor não dá prazo para reabrir o espaço. “Neste ano ainda talvez seja difícil”, assinala. 

MUSEU DO CAFÉ 
A secretária da Promoção Artística, Cultural e Turística de Apucarana, professora Maria Agar Borba Ferreira, reconhece que a memória do município tem hoje apenas o Museu Histórico do Café, no Distrito do Pirapó, como local para visitação pública. No entanto, ela afirma que a prefeitura tem se esforçado para retomar o projeto que inicialmente ficou conhecido como “Quarteirão da Cultura” e que previa a reforma do prédio onde fica o Cine Teatro Fênix. 
As obras, que compreendem a reforma dos andares superiores do Cine Fênix, iniciaram em 2007, mas foram interrompidas em 2010. O município está agora tentando retomar a construção, mas com a simplificação do projeto. 
Maria Agar afirma que a obra será concluída “em partes”. Segundo ela, em breve deve ser licitada a compra de vidros (blindex) para as janelas e as obras para cobrir o terraço. Na sequência, a ideia é finalizar a reforma do primeiro andar, onde o município pretende instalar o Liceu de Artes – Escola Municipal de Dança, Teatro e Música. “No segundo andar, está prevista a implantação do museu, com o uso do acervo da Unespar e uma convocação da população que mantém itens antigos em casa”, diz. Ela, no entanto, admite que não há prazo para isso. 
“Hoje, infelizmente, a nossa memória se restringe ao Museu do Café”, admite. O espaço retrata a história da produção do café no município e conta com um acervo captado junto dos pioneiros de Apucarana. O local conta com a Casa de Costume, que mostra como era a moradia na zona rural nas décadas de 50 e 60. “É uma pena que não tenhamos um museu mais abrangente, mas o município está trabalhando para que isso aconteça”, assinala.