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Festa comemora 84 anos da matriz de Marilândia

Cindy Santos

| Edição de 14 de setembro de 2022 | Atualizado em 14 de setembro de 2022
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Hoje é feriado em Marilândia do Sul, que comemora o dia da padroeira, Nossa Senhora das Dores. O dia dedicado à santa coincide com a programação de festividades dos 84 anos da paróquia, a mais antiga do Vale do Ivaí, que promove no próximo sábado e domingo, festa popular no salão paroquial e praça da Matriz.

No sábado, abertura da festa conta com barracas gastronômicas (churrasco e porções) e show com Adrian França, às 20h30. No dia 18 de setembro, acontece tradicional almoço com churrasco no espeto de bambu, frango e leitoa assada. Logo após o almoço, tem show ao vivo. 

Neto de um dos fundadores da igreja, Carlos Borges, que também integra a comissão de administração, conta que a criação da paróquia está diretamente ligada ao surgimento do município. 

De acordo com ele, Marilândia era conhecida como Araruva, povoado que surgiu em meados de 1928, com a chegada do agricultor Santiago Lopes José que se estabeleceu na localidade hoje conhecida como Lajeado. Logo depois chegou João Cunha (avô de Carlos) e a família.

Em 1931, com a ascensão do povoado, o agricultor Santiago teve a ideia de batizar a localidade como Terra de Maria, porque era devoto de Nossa Senhora. Por sugestão de um agrimensor que foi ao local medir as terras, a localidade passou a ser conhecida como Marilândia, tendo como referência ‘land of mary’ que em inglês significa terra de Maria. 

A primeira igreja matriz de Marilândia é datada de 1933 e foram os irmãos Cunha os responsáveis pela construção da estrutura feita com madeira lascada, sobre 10 tocos de árvores, situada na Praça Anchieta. O imóvel serviu como centro das atividades religiosas até 1952 e depois foi demolido. 

Com a criação da paróquia, em 6 de agosto de 1938, os pioneiros decidiram construir uma igreja maior, em local mais alto, para que todos que chegassem pudessem vê-la de longe. Em 1939, um morador doou 10 alqueires para viabilizar a construção feita em várias etapas, sendo concluída em 1960. Parte do prédio, inclusive, foi construído sobre o antigo cemitério da cidade.

O avô e os tios de Carlos também foram responsáveis por trazer a primeira imagem da padroeira para a igreja. A mãe dele, Rosinha Borges, 79 anos, relata que o pai, o agricultor João Cunha, foi designado juntamente com seus irmãos a buscar a imagem de uma santa em Ponta Grossa. De acordo com Rosinha, a comitiva seguiu a cavalo a pedido do padre Lourenço Neumer, em 1938. A chegada da santa aconteceu em 15 de setembro, justamente o dia de Nossa Senhora das Dores. 

“A santa que eles ganharam foi Nossa Senhora das Dores, por isso a paróquia recebeu esse nome. Antigamente era tudo mais difícil, hoje é mais fácil comprar uma imagem”, comenta Rosinha. No total, 20 padres estiveram à frente da paróquia, atualmente comandada pelo pároco Silvestre Wolff.

(CINDY SANTOS)