Enquanto uns festejam, outros garantem com seu trabalho a tranquilidade do fim de ano alheio. Quem tem profissões para as quais não há feriado, caso de bombeiros, policiais, enfermeiros, plantonistas, entre outros, precisa se acostumar a deixar suas famílias em casa para atender outras. A enfermeira Cleonice da Silva, 33 anos, de Apucarana, é um exemplo. No último Natal, assim como ela fez nos últimos 4 anos, ela deixou o esposo e os familiares para cuidar de pacientes da UTI do Hospital da Providência. Trabalhar em datas especiais já se incorporou a seu modo de vida.
Cleonice recorda que no começo foi difícil, mas depois de um tempo se acostumou com a rotina de plantonista. “Me dedico completamente a minha profissão. Desta forma faço companhia aos meus pacientes que também estão longe das famílias”, complementa. “Quem está no hospital também precisa de mim”, reforça.
Quem também se acostumou com a rotina de não passar as festas de fim de ano com a família é o cabo do Corpo de Bombeiros, Edmilton Carlos da Silva, 43 anos. “O amor pela profissão fala mais alto”, ressalta. Como ele está há 23 anos na profissão, Edmilton já tem alguns esquemas feitos com os familiares. “Comemoramos alguns dias depois e ninguém reclama lá em casa. Todo mundo também se acostumou”, explica.
Assim como Edmilton, o soldado do Corpo de Bombeiros, Alexandre Cava, 38 anos, também foi escalado para trabalhar neste Natal e Ano Novo. Na véspera, ele conta que vai conseguir ficar um pouco com a família. No entanto, no dia 1º, Cava irá passar com os colegas de trabalho. “Nós somos uma família no trabalho e já acostumamos com a rotina da profissão”, complementa.
Outro exemplo é o porteiro Márcio Conrado, 34 anos. Ele não passa o Natal nem o Ano Novo com a família há mais ou menos 10 anos desde que começou a trabalhar em um segundo emprego em uma bordadeira. Se ele não está escalado em um emprego, trabalha no outro. As vésperas das datas comemorativas, Márcio sempre está no trabalho. “Reconheço que este momento acaba ficando bem triste. Eu sozinho no trabalho e minha família em casa. No entanto, é minha profissão e não tenho o que fazer. É preciso enfrentar”, explica.