Símbolo de fé, Nossa Senhora Aparecida é companheira diária que protege e guia os passos de milhares de católicos pelo país. Neste 12 de outubro, os devotos renovam a fé e a esperança na padroeira.
É o caso da advogada Alessandra Canheti, moradora de Apucarana, que desde criança acompanha a mãe em procissões e missas, além de colecionar episódios que a fazem crer que a santa está presente em diversos momentos de sua vida. Esta quarta-feira é um dia muito especial para ela, que irá à missa logo cedo com a família. “Sempre que alguém me pergunta desde quando sou devota de Nossa Senhora, eu respondo que é desde o ventre de minha mãe”, comenta.
Alessandra sempre compartilhou a fé com o irmão mais novo, Jobson, que morreu há cinco anos em um acidente de carro. “Cerca de dois meses antes dele morrer, ele me contou que sonhou que demônios o estavam atacando e que neste momento ele clamou três vezes por Nossa Senhora, que apareceu e o salvou. Vejo isso com um presságio que ele teve de sua morte e que Maria interviu pela sua alma neste momento”, ressalta.
Após a morte do irmão, a advogada sempre pediu para que Nossa Senhora desse um ‘sinal’ de que estava tudo bem. “Nunca questionei a morte dele, mas sempre quis saber se ele estava bem e se tinha sido salvo. E um dia, quando conversava com Nossa Senhora, senti no meu coração inúmeras respostas de que está tudo bem e que ele está no céu junto Dela”, explica.
A autônoma Karla Regina Idalgo, 34 anos, também herdou a fé de Nossa Senhora Aparecida dos pais Cleide e Pedro Idalgo e encontrou na santa consolo. O pai morreu após um trágico acidente de carro em 2016, que envolveu um caminhão-tanque e outros 12 veículos na BR-277, no litoral do Paraná.
“Como ele mesmo disse em suas últimas palavras: Nossa Senhora me salvou. O carro do meu pai era o único que estava descendo. O caminhão explodiu em cima do carro dele e ele ainda conseguiu descer e pedir para uma pessoa ligar para minha mãe e dizer que estava tudo bem. Vemos como milagre Ela ter tirado meu pai do meio da explosão”, afirma. O pai dela morreu dois dias após o acidente.
A professora Alessandra Beluco, de Apucarana, 45 anos, nasceu no Dia de Nossa Senhora, o que fez com que naturalmente fosse devota. Ela ainda conta que é agradecida à santa por vários motivos, incluindo o que ela classifica como um presságio.
“Certa vez voltávamos de um passeio na região de Faxinal. Havia trânsito, pista sem possibilidade de ultrapassagem. Eu tive em minutos uma ‘visão’ em que minha família estava acidentada.Comecei a rezar segurando uma medalhinha de Nossa Senhora em um brinco que eu usava”, recorda. A professora conclui a história. “Era certo que aconteceria um acidente, não havia nem espaço, nem acostamento. Não sei nem ao certo como foi tudo. Mas sei que tivemos um livramento”
Missas e procissão em intenção à santa
O dia de Nossa Senhora Aparecida será marcado por diversas celebrações em Apucarana e Arapongas. Diferente do que ocorre todos os anos, desta vez não haverá a missa no ginásio Lagoão. Neste ano, cada paróquia ficará responsável pela sua própria programação.
Na Catedral Nossa Senhora de Lourdes, estão previstas três missas em louvor à padroeira: às 8h30, às 10h e às 18h.
A paróquia Nossa Senhora Aparecida, conhecida como “Igrejinha”, que leva o nome da padroeira, terá programações ao longo de todo o dia. A primeira missa acontece às 7h30, em seguida, ao meio dia, haverá o terço. Às 15h e às 17h também haverá missa.
No Parque Santo Expedito haverá missa solene em louvor à Nossa Senhora Aparecida a partir das 9h. Ao final da celebração, será realizado um show de prêmios.
Em Arapongas, cidade que tem como padroeira Nossa Senhora Aparecida, a Igreja Matriz irá realizar diversas missas e procissão. A primeira celebração do dia 12 de outubro acontece às 7h. Logo em seguida, às 10h haverá outra missa e ao meio dia, acontece o terço. Às 16h haverá a última missa e a realização da procissão em louvor à padroeira.