A Vigilância Sanitária vai intensificar a fiscalização dos estabelecimentos que produzem, manipulam e comercializam alimentos em Apucarana. A medida visa verificar o cumprimento de regras básicas de higienização previstas pelo Código Municipal de Posturas e em uma nova legislação municipal, sancionada ano passado, como o uso de touca, luvas, máscara e uniforme adequado para manipulação de alimentos.
Ontem, técnicos vistoriaram barracas na Feira da Lua, realizada na Praça Rui Barbosa.Os alvos principais da fiscalização são restaurantes, lanchonetes, bares e similares. O objetivo é verificar se o ramo gastronômico está cumprindo com o que determina as legislações nacionais e estaduais que regem o setor e também a lei municipal.
“Estaremos observando se os funcionários estão utilizando paramentação adequada e respeitando as corretas práticas higiênico-sanitárias na manipulação dos alimentos”, explica Aguinaldo Aparecido Ribeiro, diretor do Departamento de Vigilância em Saúde da Autarquia Municipal de Saúde (AMS).
Entre outras obrigatoriedades, a legislação municipal prevê que a fabricação, preparação e a manipulação de quaisquer alimentos devem seguir regras visando um controle de qualidade adequado.Critérios que a comerciante Roseli da Silva, afirma seguir à risca. Para preparar os lanches, ela diz que não abre mão de produtos de qualidade e uso de luvas, touca e guarda pó. Roseli confessa que só não usa a máscara porque, segundo ela, não foi informada sobre a exigência.
“Na última reunião a vigilância não mencionou a obrigação de usar marcara. Sinceramente não vejo ninguém usando máscara, mas se realmente for necessário, vou me habituar. É importante trabalhar dentro das normas para atender cada vez melhor os meus clientes”, comenta Roseli. Junior Emilio dos Santos Ortega, trabalha há 15 anos como chapeiro. Há três ele atua em uma lanchonete no centro da cidade e afirma que usa a maior parte dos itens.
“Vejo que a maior parte dos estabelecimentos não usam máscara e jaleco”, comenta. Ortega conta que, antigamente, como não havia exigência, poucos profissionais se atentavam ao uso de luvas, toucas, jalecos, entre outros itens que atualmente são cobrados para garantir higiene durante o preparo dos alimentos.Um proprietário de lanchonete que pediu para não ser identificado comentou que há anos a vigilância sanitária não fiscaliza seu estabelecimento.
“Não sou contra a essas exigências, desde que todos os estabelecimentos sejam fiscalizados. A lei tem que ser respeitada por todos e não apenas por alguns lugares”, opina. A limpeza do local é um dos pontos que o professor Jorge Miguel da Silva, 47 anos, leva em consideração ao escolher um local para fazer suas refeições. Ele conta que tornou-se mais exigente por influência da esposa, que sempre repara na forma que o alimento é manuseado. “Em termos de alimentação ter higiene é essencial”, considera.