As autuações por embriaguez ao volante no primeiro semestre de 2017 aumentaram 13,43% na área de atuação da 6ª Companhia Independente da Policia Militar (6ª CIPM), de Ivaiporã. Os números só não foram maiores por conta da redução de 27,27% nas ocorrências do tipo na cidade de Ivaiporã. Nos outros 13 municípios da área de abrangência da 6ª CIPM, o aumento totaliza 116,66% (ver gráfico). O acréscimo de flagrantes é decorrente do maior número de etilômetros disponibilizados para a companhia, que passou de dois para seis equipamentos.
Dados da 6ª CIPM mostram que em Ivaiporã no primeiro semestre de 2016 foram flagrados 33 motoristas dirigindo sob influência de álcool. Neste ano, no mesmo período, foram 24 pessoas. Nos demais municípios da regional, foram autuados 24 pessoas no primeiro semestre de 2016 contra 52 nos primeiros seis meses deste ano.
O subcomandante da 6ª CIPM, capitão Élio Boing, explica que o maior número de motorista flagrados dirigindo alcoolizados teve como motivo a maior fiscalização, em razão da companhia contar com mais etilômetros. “Hoje, temos etilômetros em vários pontos. Se o policial vai fazer uma operação em uma determinada data ou horário, ele já leva o equipamento. Se ele se depara com algum motorista com sintomas de embriaguez, pede a viatura desses municípios e, em cerca de 15 a 20 minutos, o teste já pode ser realizado”, comenta Boing.
Por outro lado, o capitão relata que um dos fatores que ajudaram a reduzir as autuações no município de Ivaiporã foi a campanha Lei Seca no ano de 2013.
“Foram feitas várias ações naquele ano, com muitas autuações e prisões por embriaguez, o que continuou nos anos seguintes. A partir do momento em que as pessoas viram um vizinho sendo conduzido à delegacia e ter de responder pelo crime de embriaguez, houve uma prevenção geral”, assinala Boing.
De acordo com o comandante da 6ª CIPM, major Laércio Sagati, o principal propósito das operações Lei Seca é oferecer para a sociedade um trânsito cada vez mais seguro, realizando-as de forma estratégica para coibir acidentes. “As operações vão continuar tanto em Ivaiporã como nas cidades da região. Precisamos preservar o maior número de vidas”, ressalta Sagati.
PENALIDADES
O soldado Yuri Malanowski, responsável pelo setor de trânsito da 6ª CIPM, explica que dirigir alcoolizado é infração gravíssima. O valor é 10 vezes a base do cálculo R$ 293,47, resultando em R$ 2.934.70. “Além disso, o motorista infrator tem suspenso o direito de dirigir por 12 meses”, assinala Malanowski
Embora alguns motoristas se recusem a fazer o teste do bafômetro, o comandante da 6ª CIPM, major Sagati, explica que, com a mudança da legislação em 2012, é possível que outras provas sejam acolhidas contra o motorista infrator. “A legislação é intolerante aos casos de embriaguez ao volante. Além do bafômetro, são admitidas outras provas como o depoimento do policial, testes clínicos e outros testemunhos para provar a embriaguez do motorista”, completa.