A Autarquia dos Serviços Funerários de Apucarana (Aserfa), em conjunto com as secretarias de Serviços Públicos e Meio Ambiente, desenvolve desde o início de junho uma série de melhorias nos cemitérios Cristo Rei e da Saudade. As intervenções, que complementam a manutenção que é feita periodicamente, consistem na limpeza geral, com roçagem, remoção de entulhos e lixo orgânico, passam pela retirada de árvores inadequadas para os locais, cujas raízes estão danificando a estrutura dos jazigos, e chegam à execução de reparos e fechamento de túmulos com colocação de lajes de concreto.
Segundo o diretor-presidente da Aserfa, Marcos Bueno, os trabalhos visam, além de melhor acolher as pessoas que frequentam esses locais, dar continuidade ao cumprimento de condutas ajustadas junto ao Ministério Público, que estão sendo alvo de cobrança judicial.
“Gradativamente, estamos promovendo os ajustes previstos no termo com a promotoria. E é importante que a população compreenda o porquê e a necessidade de algumas destas medidas que estão sendo tomadas, como o corte de árvores de grande porte: cerejeira, flamboyan e araucárias. Não é da nossa vontade, dá até dó de cortar algumas delas, mas há uma ação popular impetrada pelo advogado apucaranense Aloísio Ferreira, filho do saudoso Geraldo Ferreira, que já foi diretor da Aserfa, e por isto estamos sendo obrigados a tomar algumas medidas. Existe a Resolução nº 02/2009, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, que determina que em cemitérios não pode existir árvores de grande porte e, para que conquistemos o licenciamento ambiental de nossos cemitérios é necessário o corte destas árvores, cujas raízes estouram os túmulos”, explicou Bueno.
O pedido de licenciamento já tramita no Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e depende ainda de uma série de vistorias para averiguação das conformidades. “Com o trabalho que estamos realizando agora, o licenciamento ambiental será certamente concedido”, observou.
Tanto os entulhos quanto o lixo orgânico estão sendo removidos por empresa especializada e credenciada para o trabalho. “Tudo que está sendo coletado está tendo destinação ambiental correta, dentro das normas vigentes. Estamos também com equipes de combate ao mosquito aedes aegypti, trabalhando para eliminar todo potencial local que possa servir de foco de criadouro”, pontuou Bueno.
DANIFICADOS
A diretoria da Aserfa estima que pelo menos 200 túmulos estavam danificados ou em “estado de abandono” somente no Cemitério Cristo Reis. “Ressaltamos que a conservação é de responsabilidade de seus proprietários, mas não podemos também deixar assim como estão, com lajes abertas. Para dar respeito, dignidade àquele que está lá sepultado, nós estamos cobrindo para não deixar exposto e na sequência, notificando os responsáveis para que possam ressarcir o município”, explicou o diretor-presidente da Aserfa