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Força-tarefa investiga sonegação de impostos bilionária no ramo de café

DA REDAÇÃO

| Edição de 13 de agosto de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Polícia Civil do Paraná cumpriu dez mandados de busca e apreensão  ontem, na segunda fase da operação “Expresso”que investiga um esquema bilionário de sonegação fiscal no ramo de comercialização de café em grão no Estado e também em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo.  Ivaiporã e Faxinal estão entre os seis municípios onde a ação foi deflagrada. 

Foram realizadas buscas em torrefações de café, corretoras e empresas nos dois municípios da região e também em Londrina, Maringá, São Jorge do Patrocínio e Jesuítas com a apreensão de documentos, celulares e mídias como pen drives e HD’s. 
A operação é resultado de investigações iniciadas há mais de dois anos pela PCPR e de trabalhos anteriores da Receita Federal e da Receita Estadual de Minas Gerais.  A força-tarefa pretende desmantelar um grande esquema criminoso de sonegação de impostos e creditação indevida de ICMS na compra e venda de café em grão cru, decorrente de comercializações interestaduais. 
“A cooperação técnica, em ações como essa, permite que o crime organizado seja combatido. A investigação segue com intuito de analisar o material apreendido e obter um resultado ainda mais positivo”, afirmou  delegado Thiago Vicentini. 
EXPRESSO II
Durante as diligências da segunda fase da investigação, foi apurado que quatro torrefações de café, através dos representantes, creditaram-se indevidamente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), após o recebimento de notas fiscais falsas que simulavam a compra e venda interestadual do café em grão. 
Em uma das corretoras investigadas, situada em Maringá, no Norte do Estado, foi constatado que um dos representantes intermediava a compra de café em grão em prol de uma torrefação de Jandaia do Sul, no Paraná, através de notas fiscais emitidas por empresas laranjas do estado de São Paulo. O produto, na verdade, advinha de Minas Gerais ou Espírito Santo. Após o esquema, a empresa destinatária ficou no direito de uso de créditos indevidos de ICMS.
Em Londrina, o alvo seria uma empresa “noteira” que contribuía com os investigados e empresas da primeira fase, emitindo notas fiscais que simulavam as compras e vendas das empresas de café.  
A primeira fase da operação aconteceu em março deste ano, onde foram cumpridos 16 mandados de prisão no Paraná, nove em Minas Gerais, três no Espírito Santo e dois em São Paulo.