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FORTALECIMENTO DE TODA CADEIA PRODUTIVA

DA REDAÇÃO

| Edição de 28 de maio de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A conquista da certificação de área livre vai alavancar as exportações. O selo funciona como um aval sanitário sobre toda a produção agropecuária do Estado, e deve impactar não somente a exportação de carnes e seus derivados, que são diretamente vinculadas à questão, mas também produtos agrícolas.

Esse é o principal impacto esperado pela certificação, almejada há anos pelo setor produtivo. “Com a vacinação, existe uma desconfiança de que ela é necessária porque os animais podem ter a doença. Quando você para de vacinar, você tem a certeza de que, nessa região, ela está erradicada”, explica Otamir Cesar Martins, diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). “Vamos poder alcançar novos mercados que pagam melhor - como na carne suína, que chega ao dobro do valor em países como Japão e Coreia do Sul”.
Pela maturidade do mercado, os especialistas apontam que a suinocultura será a mais diretamente valorizada em curto e médio prazo. No entanto, devem crescer também a produção de outras proteínas e ainda os indiretamente relacionados, como milho e cereais. “Todos os produtos ligados ao agronegócio crescem, porque esse é um selo agregador de proposições. Ele funciona como um upgrade de modo geral”, pontua Antônio Poloni, assessor da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP).
A certificação também repercute no meio produtivo local. O presidente do Sindicato Rural Patronal de Apucarana Mirinho Moisés, considera uma conquista histórica para o Paraná. Com a certificação, ele aposta na tendência de aumento no consumo urbano de carne no Brasil. “Na região não será diferente”, assinala. 
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Apucarana (ACIA), Wanderlei Faganello destaca que a certificação oportunizará a geração de mais empregos diretos na cadeia produtiva. “Faz um tempo que o Paraná busca esta conquista e sabemos que nosso Estado é muito forte na produção de comida e proteína animal. E este reconhecimento da comunidade internacional gera um forte impacto em nossa cadeia produtiva”, assinala.