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Frente parlamentar discute pedágios

Da Redação

| Edição de 29 de maio de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A prorrogação dos atuais contratos de pedágios do Paraná foi tema de discussão ontem de manhã na sede do Sindicato do Comércio Varejista de Apucarana (Sivana). O deputado Tercílio Turini (PPS), que lidera a Frente Parlamentar Contra a Renovação dos Contratos de Pedágio, na Assembleia Legislativa, apresentou a autoridades locais alguns pontos do contrato, que seriam lesivos a todos, e também ressaltou a importância de tornar a discussão pública. Na oportunidade, ele também defendeu que todas as alterações nos contatos com as concessionárias devem ser minunciosamente discutidas na Assembleia Legislativa.
Turini reforçou que o contrato com as concessionárias vai completar 19 anos em novembro, de um período de 24 anos, porém, neste intervalo, passou por inúmeras alterações, retirando da pauta diversas obras de duplicação e viadutos. Atualmente, são seis concessionárias que administram 27 praças de pedágios. “Quando o governador Jaime Lerner implantou o pedágio no Paraná, se vendia uma imagem que teríamos estradas duplicadas, principalmente no chamado anel de integração. Depois de 19 anos, nós vimos que grande parte das obras saíram do contrato”, pontua.
O parlamentar explica que o Governo do Estado pegou 1, 8 mil km de rodovias federais, que eram responsabilidade da União sem nenhuma contrapartida do Governo Federal. “São 2,5 mil km de rodovias pedagiadas, ou seja, mais de 80% são rodovias pedagiadas. O Governo Federal arrecada cerca de R$ 300 milhões em impostos das concessionárias e não repassa nada aos estados. Porém, o Lerner entendia que sobraria dinheiro para fazer todas as rodovias estaduais, as PRE’s, e não é isso que vemos hoje”, afirma.
Sobre a BR-376, que liga Apucarana a Ponta Grossa, Turini observa que a cinco anos de vencer o contrato, apenas 40% das obras previstas foram concluídas. “Duplicaram 30 km, mas ainda faltam 220 km. Por isso, criamos a frente parlamentar contra a prorrogação do pedágio, porque está acontecendo uma pressão muito forte do lado do governo e das concessionárias, para prorrogação do contrato”, explica.
Para ele, o contrato atual é extremamente lesivo à economia do Estado, à população, pelo preço cobrado e pelas obras que não foram feitas. “Então, é preciso mobilizar a população para pressionar o governo, para não fazer a prorrogação, porque é um assunto que interessa a todo o Estado, para ficar restrito ao Governo e às concessionárias”, defende.