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Fruticultura é alternativa para fixação de famílias no campo

Da redação

| Edição de 28 de setembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Diante de projeções que indicam a redução da população no Vale do Ivaí, a fruticultura surge como uma das apostas para a fixação das famílias na zona rural. A avaliação foi feita por técnicos do segundo módulo do curso de qualificação profissional para o desenvolvimento da fruticultura, aberta ontem e que encerra hoje no câmpus de Apucarana da Unespar. 
Cristovon Ripol, gerente regional da Emater, afirma que dos 27 municípios que compõem o Território Vale do Ivaí 20 deverão perder população nos próximos anos. A projeção, conforme Ripol, integra um estudo do Ipardes e apresenta uma perspectiva até o ano de 2040. “Temos que fazer alguma coisa e isso significa levar oportunidades para os agricultores segurarem, dentro do quadro de sucessão, seus filhos na propriedade”, frisa Ripol.
De acordo com o gerente regional da Emater, somente a fruticultura e a olericultura tem potencial para fixar as famílias no campo. A avaliação foi corroborada por outros técnicos e autoridades do setor, como o secretário de Agricultura de Apucarana, José Luiz Porto. “Um hectare de fruta bem cultivado mantém a família e o filho com dignidade no campo. Nas atividades tradicionais, é preciso ter grandes extensões de terra e altos investimentos em maquinário e, mesmo assim, nem sempre há o retorno esperado”, compara Porto. 
O Programa Terra Forte desenvolvido há três anos em Apucarana investiu cerca R$ 1 milhão na distribuição de insumos e mudas de qualidade. 
O chefe do Núcleo Regional da Seab, Mário Bezerra, afirma que os números da fruticultura no Paraná ainda são muito modestos. “No Vale do Ivaí, por exemplo, a fruticultura representa somente 2% do VBP. Mostra que temos muito a avançar”, pondera