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Gaeco investiga ex-delegado e investigador de Arapongas

DA REDAÇÃO

| Edição de 06 de agosto de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Londrina com apoio da Corregedoria da Polícia Civil, cumpriu ontem dois mandados de busca e apreensão em Astorga e Londrina. De acordo com o MP, os mandados cumpridos ocorreram em endereços ligados ao ex-delegado chefe de Arapongas e a um investigador que atuava na cidade. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de Arapongas. 

A investigação iniciada em setembro de 2020, apura o funcionamento de um possível esquema de corrupção de policiais na 22ª Subdivisão Policial de Arapongas, que supostamente receberiam propinas mensais para não atuarem no combate ao jogo do bicho na cidade.  
Em sua comunicação, o grupo denominava a propina como “costuras, blusas ou encomendas”, e o bicheiro era chamado de “costureira”. Além disso, ainda de acordo com o Ministério Público, os policiais investigados teriam fornecido informações sigilosas para o grupo criminoso. O esquema teria sido mantido até janeiro de 2019, quando houve a mudança da chefia da Delegacia de Arapongas.
Segundo o coordenador do Gaeco Londrina, promotor Jorge Fernando Barreto da Costa, foi apreendido um celular em Astorga, na casa do investigador que atuou em Arapongas. Já em Londrina, na residência do delegado aposentado, nada foi apreendido. “Em Londrina, não encontramos o investigado na residência, por essa razão, nenhum material foi apreendido. Agora, aguardamos eles serem intimados para que possam ser ouvidos”, disse.
A investigação chegou até os dois policiais com base em informações de um celular apreendido na primeira fase das investigações. “Em 2020,  apreendemos o celular de uma funcionária pública municipal de Arapongas. Ela seria encarregada de manter contato com os contraventores para receber a propina que seria dividida entre os integrantes do esquema, inclusive o então delegado-chefe da 22ª SDP. Através de mensagens interceptadas, pudemos chegar até estes investigados. A participação dela no esquema também está sendo investigada”, contou o promotor.
“Continuamos realizando diligências e contamos ainda com a identificação de outros agentes públicos envolvidos no esquema e outros possíveis intermediários nesse caso”, revelou o coordenador do Gaeco.

OPERAÇÃO
Durante a operação realizada em 2020, foram presos o ex-presidente da Câmara Municipal, Osvaldo Alves dos Santos, o Osvaldinho, e um contador, ambos investigados por lavagem de dinheiro de origem ilegal. Segundo o MP, os dois estão denunciados e seguem sendo investigados e cumprem prisão cautelar domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.