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Gás de cozinha sofre novo reajuste e fica 5% mais caro

Da Redação

| Edição de 28 de dezembro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O preço do gás de cozinha sofreu novo reajuste ontem de 5% nas refinarias e bases da Petrobras. O reajuste é válido para todos os tipos de gás liquefeito de petróleo (GLP), do residencial ao uso industrial e comercial, vendido em botijões de 13 a 90 quilos. Este é o terceiro aumento do GLP desde outubro e a alta acumulada é de cerca de 10%. 

O botijão de gás que era vendido à R$ 70 para retirar e R$ 75 para a entrega, será vendido a R$ 3,50 a mais. O reajuste pode ou não se refletir no preço final ao consumidor, que incorpora impostos e repasses de empresas como distribuidores e revendedores. No caso do revendedor de gás de Apucarana, Ivo Guerra, por opção, o novo preço não será repassado aos clientes. “Não tem como revender o gás neste valor. Além disso, o preço subiu recentemente, não tenho coragem de subir. Mais uma vez vou levar prejuízo”, lamenta.
Este é o terceiro aumento seguido no preço do gás para botijões de 13 quilos. Em novembro, a companhia reajustou em 4% o preço do gás de cozinha. Em outubro, a alta foi de 5%. 
Após seis ajustes no ano (cinco aumentos e uma queda de 8,2%), o combustível tem alta acumulada de quase 10% no ano. 
O revendedor diz que até partiu para outro ramo de comércio devido aos aumentos recentes do gás. “Tive que partir para a área de loja de conveniência porque não consigo manter um preço que seja bom para mim e para os meus clientes. Insustentável essa situação”, explica. 

ARAPONGAS
A revendedora de gás de cozinha em Arapongas, Vilma Sorechia, também está apreensiva com o aumento no valor do produto. No entanto, ainda não sabe qual decisão irá tomar. “Não sei se repasso o preço para os meus clientes ou seguro. Tenho mantido o preço do gás aqui na loja já há três altas do valor do produto. Além disso, não cobro a taxa de entrega”, ressalta. Em Arapongas, o preço médio do produto também varia entre R$ 70 e R$ 75.
A política de preços da Petrobras prevê o acompanhamento de longo prazo das cotações internacionais, usando médias de 12 meses, com o objetivo de evitar o repasse ao consumidor brasileiro de efeitos sazonais, como aumento do consumo durante o inverno no hemisfério norte.