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Gasolina em Apucarana está entre as mais caras do Paraná, aponta ANP

DA REDAÇÃO

| Edição de 31 de agosto de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Os consumidores que abastecem com gasolina comum em Apucarana pagam caro. É o que mostra uma  pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que coloca o município com o preço médio mais alto do estado em  levantamento realizado entre os dias 22 e 28 de agosto em 12 cidades de grande e médio porte. A mesma pesquisa traz Arapongas como a segunda cidade com o maior preço. 

Pesquisa realizada em 13 postos de combustíveis de Apucarana aponta que a gasolina comum custava, em média R$ 6,06. O valor mínimo e o máximo variam entre R$ 5,95 e R$ 6,19. Em Arapongas, o preço médio consultado em nove postos ficou a R$ 6,01, sendo o valor mais baixo a R$ 5,79 e o mais alto foi de R$ 6,19. 
Nesta pesquisa, a gasolina comum mais barata do Estado era  vendida em Colombo, a R$ 5,62 em média, seguida de Curitiba (R$ 5,655) e Campo Mourão (R$ 5,684). 
O economista Rogério Ribeiro, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana, acompanha as pesquisas da ANP e afirma que há anos Apucarana está entre os municípios com os maiores preços de combustíveis. Ele também aponta que o município tem um dos menores desvios padrões de preço, ou seja, a diferença entre o menor e o maior valor. 
“Quando o desvio padrão é grande demonstra que existe maior concorrência. Arapongas, por exemplo, tem o segundo maior preço médio, mas em compensação, tem o quarto maior desvio padrão que varia de R$ 5,79 e R$ 6,19”, comenta.
De acordo com o economista, todos os estabelecimentos pagam os mesmos encargos tributários e o que pode influenciar na formação de preço das empresas são os serviços diversificados que também são agregados no valor do combustível.
“Normalmente, estes estabelecimentos ofertam um rol de serviços e isso tudo tem que ser colocado na ponta do lápis. É um conforto ao consumidor, mas tudo tem um preço. Postos de municípios pequenos não trabalham depois das 22 horas por uma questão de custo e demanda para isso, o que explica o preço menor”, compara.