Nos 17 municípios que compõem a 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana, quase metade das gestantes ainda não buscou a vacina contra H1N1. Entre os grupos que formam o público-alvo da campanha, as grávidas possuem o menor índice de imunização. Apesar disso, a 16ª RS já ultrapassou a meta determinada pelo Governo Federal. Quem ainda não se vacinou tem até a próxima sexta-feira (20) para buscar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima.
Segundo dados da Regional divulgados no final da tarde de ontem, 58,7% das gestantes ainda não haviam tomado a vacina. “Este é o grupo que mais nos preocupa. O índice está muito baixo, o que nos leva a implementar ações diferenciadas, como a busca ativa dessas mulheres, ou seja, estamos indo atrás para aumentar os índices de imunização entre as gestantes”, explica Marcos Costa, chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da 16ª RS.
Ele ressalta ainda que a vacina é inofensiva. “Apesar do que algumas pessoas ainda pensam, a vacina não oferece nenhum tipo de prejuízo para quem a toma. Isso vale tanto para as gestantes quanto para os bebês. As futuras mães precisam entender que a vacina é importante para que elas tenham a garantia de uma gestação saudável”.
Os números apontam ainda que a 16ª RS já ultrapassou a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que é de 80%. Mesmo com mais três dias para o término da campanha de vacinação, a média dos 17 municípios pertencentes à Regional está em 84,4%.
O município com situação mais avançada é Kaloré, que já atingiu 99,1% do público-alvo. Apucarana e Arapongas, as duas maiores cidades da região, estão com índice de 85,4% e 82,3%, respectivamente.
Apenas dois municípios ainda não atingiram a meta na região: Faxinal com índice de 73,5% e Rio Bom, com 79,6%. A expectativa é que os dois municípios atinjam a meta até o final da semana. De acordo com a 16ª RS, o último lote da vacina chegou na sede do órgão ontem.
No Paraná, a campanha atingiu a meta de 80% ontem. No entanto, os grupos de crianças e gestantes atingiram apenas 72% e 61% da população vacinada, respectivamente. “Nossa maior preocupação agora é com as gestantes. Os sintomas da gripe podem evoluir muito mais rápido durante a gravidez e levar a quadros graves da doença”, afirma o coordenador estadual de Imunização, João Luis Crivellaro. (RENAN VALLIM)