O Paraná quer se consolidar entre os três estados mais intensivos em inovação do Brasil. Segundo o Centro de Liderança Pública (CLT), atualmente o Estado ocupa o quinto lugar e a meta é ganhar posição no período de 20 anos. Este foi o assunto da reunião do Conselho Estadual de Parques Tecnológico (Cepartec), ontem, no Palácio Iguaçu, em Curitiba. O Conselho, que é presidido pelo governador Beto Richa, aprovou a criação do Sistema Paranaense de Parques Tecnológicos e apresentou a proposta de seu planejamento estratégico, até 2.037. O sistema será agora formalizado por meio de decreto do governador.
O Sistema Paranaense de Parques Tecnológicos vai ordenar e integrar ações de pesquisa e inovação tecnológica, buscando a participação de universidades e institutos de pesquisas, alunos, pesquisadores e setor privado. “No Estado, existem inúmeras iniciativas implantadas, mas faltava uma coordenação que pudesse identificar quais são as inovações necessárias a serem desenvolvidas aqui, quais as fontes de financiamento para que esta inovação se desenvolva e quais as equipes capacitadas para poder desenvolver esse projetos”, explicou o secretário de Estado da Fazenda, Mauro Ricardo. Ele ressaltou a importância da parceria entre as instituições envolvidas para que os parques tecnológicos alcancem os resultados esperados.
Hoje, no Paraná, existem 15 iniciativas efetivas de parques tecnológicos nas áreas de agroindústria, biotecnologia, nanotecnologia e tecnologias da informação. Destas, oito já se encontram em fase de operação: os parques de Cascavel, Londrina, Pato Branco, Foz do Iguaçu, Parque Tecnológico Virtual-PTV, Tecnoparque da PUC/Pr, Parque de Software de Curitiba, Parque Tecnológico do Tecpar. Outras quatro estão em em fase de planejamento: parques de Ponta Grossa, Guarapuava, Paranavaí, Jacarezinho; e três em fase de implantação – Toledo-Biopark, Maringá; Cornélio Procópio.