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Governo pode fechar 5 escolas estaduais na região

Cindy Annielli

| Edição de 24 de outubro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Cinco escolas pertencentes aos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Apucarana e Ivaiporã podem fechar as portas no ano que vem. A Secretaria de Estado da Educação (Seed) confirmou que estuda encerrar 71 escolas em todo o Paraná para reduzir gastos e otimizar o funcionamento das unidades. São 19 Centros de Educação Básica de Jovens e Adultos (Ceebjas), 31 escolas do campo e outros 21 estabelecimentos estaduais de ensino que funcionam em prédios alugados.

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Conforme apurado pela Tribuna junto a superintendência de educação, na lista estão três Ceebjas do NRE de Apucarana. No Colégio Estadual César Lattes, em Cambira, há possibilidade de transferência de 59 alunos para o Colégio Estadual Rosa de Lúcia Calsavara, uma distância de 600 metros entre uma escola e outra. Os 174 alunos do Colégio Estadual Maria Jaroskievicz, em Faxinal, seriam realocados no Colégio Estadual É rico Veríssimo. E em Sabáudia, 84 alunos da Escola Sabaúdia passariam a estudar no Colégio Estadual Hermínia Lupion. A medida afeta alunos do Ensino de Jovens e Adultos (EJA).

No NRE de Ivaiporã, o estudo abrange a Escola do Campo Porto Espanhol, em Rio Branco do Ivaí (8 alunos) e a Escola do Campo Vila União, em Rosário do Ivaí que atende 25 alunos. Em todo o Paraná são 540 escolas rurais.

A superintendente da Secretaria, professora Fabiana Campos, destaca que a realocação visa otimização de custos e espaço e frisa que nenhuma decisão será tomada sem antes consultar a comunidade e que a medida não vai prejudicar os alunos e nem causar superlotação nas salas de aula.

“Isso tem a ver com bom uso dos recursos públicos. Como gestor da educação, temos que observar a melhor maneira de agir. Mas isso não vai prejudicar a aprendizagem porque serão respeitados os limites estipulados por lei”, assinala.

De acordo com a superintendente, o estudo foi pautado em informações de georreferenciamento. “O foco da secretaria é a modernização da gestão. Quando a comunidade se envolve e vê que todos os recursos podem ser otimizados, todos saem ganhando”, conclui.

A reportagem tentou entrar em contato por telefone com as escolas da região que podem ser fechadas, contudo, não obteve sucesso.

APP-SINDICATO

O presidente do núcleo sindical da APP em Apucarana, Arildo Ferreira de Castro, teme que a medida comprometa a aprendizagem dos estudantes. “O governo está pensando em diminuir gastos, mas a APP está preocupada com a questão pedagógica e a aprendizagem dos alunos”.

Castro frisa que nenhuma decisão pode ser tomada sem o aval da comunidade. “A APP está preocupada que tudo isso seja feito sem diálogo. Entendemos que algumas adequações podem ser realizadas, mas antes, é preciso reunir a comunidade e evitar injustiças”, assinala.