Faleceu na madrugada de ontem, aos 57 anos, a historiadora araponguense Naici Vasconcelos. Ela lutava contra um câncer de intestino havia alguns anos. O velório, realizado na Capela do Prever, foi acompanhado por centenas de pessoas. O sepultamento aconteceu às 17 horas, no Cemitério Municipal de Arapongas.
Nascida em Arapongas no dia 24 de abril de 1958, Naici da Cunha Vasconcelos era filha dos pioneiros da cidade de Arapongas, Lázaro da Cunha Vasconcelos e Maria Rodrigues Vasconcelos, que chegaram na cidade em 1944. Desde muito nova Naici se interessou pela história de Arapongas, que retratou através de livros, artigos e documentários.
Naici frequentou a Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Arapongas. Trabalhou em diversas áreas como professora, telefonista, bancária e redatora. Desde a fundação do Jornal Gazeta da Cidade, ela publicou suas matérias poéticas, históricas ou sociais na cidade. Durante 35 anos ela exerceu o posto de colunista na Revista da Cidade. Naici é autora de sete livros, a maioria contando e retratando a história da cidade.
Em dezembro de 2014, Naici foi homenageada com o título de cidadã honorária do município e também integrava a Academia Paranaense de Letras. Naici trabalhava na mídia local, em programas de TV, rádio e na elaboração de textos para revistas.
Naici faleceu aproximadamente às 0h45 de ontem, no Hospital Santa Casa de Arapongas, onde estava internada após complicações diagnosticadas em decorrência do câncer. “É uma enorme perda para a cidade de Arapongas. Ela resgatou a história araponguense, passando uma vida inteira dedicada à documentação dos fatos históricos da cidade”, destacou Édina Kümmel que, além de secretária de Cultura do município, era amiga de Naici.
Segundo ela, a característica mais marcante de Naici era sua determinação. “Ela sempre batalhava por aquilo que acreditava. Uma das provas foi a construção do museu municipal, que teve forte influência do trabalho dela. A Naici trabalhou até o último momento. No final do ano passado, por exemplo, ela conseguiu doar mais de 300 cestas de Natal para a Apae”, diz Édina.
A historiadora deixa esposo e um filho.