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Homens com mais de 60 anos são 50% das vítimas de covid

Da Redação

| Edição de 16 de julho de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Covid-19 matou mais homens do que mulheres na região, desde o início da pandemia. Levantamento da Tribuna do Norte, com base nos 42 óbitos registrados até ontem, aponta que 29 (69%) são homens. Vinte e um deles têm mais de 60 anos (50%), representando metade do total de vítimas. No mesmo período, 13 mulheres morreram por complicações causadas pelo coronavírus, o que representa 30,9% do total. 
As mortes de homens foram maioria em praticamente todas as faixas etárias observadas, com exceção das mortes de pacientes entre 30 a 40 anos, em que foi registrado óbito de apenas uma mulher, de 37 anos. Na faixa etária de 40 a 60 anos, foram 10 mortes, somente de homens. Entre as vítimas com idades de 60 a 70 anos, foram 12 óbitos, sendo 7 (71,4%) de homens. Já entre 70 a 80 anos, 11 pessoas morreram, 7 masculinos e 4 femininos. Novamente os homens representam a maior parcela, 57,1%. A maior diferença está entre idades de 80 a 90 anos, com 8 mortes, sendo 7 de homens (87,5%).
O chefe da 16ª Regional de Saúde Altimar Carletto, observa alguns aspectos que podem explicar o porquê os homens lideram o número de mortes por coronavírus. De acordo com ele, o sexo masculino é mais relapso em relação aos cuidados com a saúde, em comparação com a feminina. “Os homens não procuram assistência médica, além de que, se expõem muito mais a vícios como cigarro e bebidas alcoólicas. Em média, eles levam uma vida mais desregrada”, analisa.
Carletto explica ainda que o perfil genético do homem o deixa mais suscetível a complicações por causa do coronavírus. “O homem tem uma estrutura genética mais propícia a acidentes vasculares. A Covid-19 ainda tem um componente trombótico que pode provocar infarto no coração e derrame cerebral”, explica.
No entanto, o médico ressalta que vários outros fatores podem determinar a piora de um paciente infectado com coronavírus e que as pessoas com comorbidades (outras doenças associadas) têm uma tendência maior a terem complicações. “Ninguém está livre, nem crianças e jovens. Todos podem ter uma característica que pode causar complicações, assim como muitas pessoas idosas podem se recuperar da doença”, alerta o médico reforçando a orientação para a população a manter os cuidados preventivos e incentivando os hábitos para uma saudável.