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Horário de verão chega ao fim à meia-noite de hoje

Vanuza Borges

| Edição de 20 de fevereiro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O horário de verão faz parte da rotina da maioria dos brasileiros há 30 anos. Desde 1985, todos os anos, os relógios precisam ser ajustados duas vezes ao ano nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país. À meia noite de hoje, os ponteiros, mais uma vez, devem ser atrasados em uma hora. A mudança de horário, que nesta temporada teve início dia 18 de outubro de 2015, tem por finalidade aproveitar melhor a luminosidade natural, que é maior nesta época do ano, para evitar sobrecarga do sistema elétrico no horário de pico.

Imagem ilustrativa da imagem  Horário de verão chega ao fim à meia-noite de hoje

Por outro lado, o horário de verão divide opiniões. Para os amantes da caminhada no fim de tarde, a mudança não será bem-vinda. “Eu adoro o horário de verão. Dá para aproveitar melhor o dia”, defende a aposentada Dorotéia Moretti, 60, de Apucarana. A amiga Silvana Rafael, 53, também prefere os dias mais longos. Porém, as duas, que costumam caminhar sempre às oito da manhã, estão pesando em mudar o horário da atividade física. “Às 8h30, o sol já estará muito quente”, avalia Silvana.

Esta é a única mudança basicamente na rotina das amigas, que garantem não sentir alterações físicas com a mudança dos ponteiros do relógio. O empresário Joaquim Vicente de Castro Neto, 62, assim como Dorotéia e Silvana, está pensando em mudar o horário da caminhada. O motivo é o mesmo: o calor. Sobre os efeitos no organismo, ele diz que apenas sente uma leve alteração nas horas de sono. Já a preferência é pelo horário convencional. Quem também prefere o horário dito normal é o aposentado José Mariano, 83. Sobre a conta de luz, o aposentado tem certeza que não diminuiu, aliás, aumentou. A Copel tem uma explicação para a observação de seu Mariano. (Ver Box)

Para o médico Daniel Blanski, de Apucarana, as principais mudanças ocorrem não necessariamente por alterações fisiológicas, mas por gostar ou não do horário de verão.

“O fuso horário de uma hora é muito pequeno para causar grandes incômodos. Fuso de três horas ou mais costumam causar reações mais severas, mas no caso do horário de verão, as alterações, caso ocorram, passam, no máximo, em uma semana”, afirma.

O que pode ocorrer, segundo o médio, é uma pequena alteração nos horários de dormir e acordar e para fazer as refeições. “Os efeitos para a saúde são praticamente insignificante”, argumenta.

Prática evita sobrecarga no sistema elétrico

Diferente do que muita gente pensa sobre o horário de verão, o objetivo não é reduzir a conta de luz no final do mês, mas não sobrecarregar o sistema elétrico no horário de pico.

No sistema elétrico operado pela Copel no Paraná, o resultado observado durante o tempo de vigência do horário de verão foi uma redução média da ordem de 4,5% sobre os níveis máximos de demanda, retirando do sistema elétrico 200 MW (megawatts) de potência no final do dia. Tal alívio equivale a retirar do sistema elétrico, no horário de ponta, uma cidade como Maringá, de 391 mil habitantes.

A adoção do horário de verão permite aproveitar melhor a luminosidade natural, maior nesta época do ano, aliviando as condições de operação do sistema elétrico em um dos períodos de maior demanda, entre 18 e 21 horas – ou entre 19 e 22 horas durante a vigência da medida.

O alívio ocorre porque deixam de coincidir, no fim do dia, as demandas máximas de diferentes classes de consumo: com um dia mais longo, a rotina das pessoas é antecipada, e o acionamento de chuveiros e geladeiras, assim como as atividades de comércio e indústria, ocorrem antes do acionamento da iluminação pública.