O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) revogou, na última sexta-feira, o licenciamento ambiental do Frigorífico União, em Apucarana. Com a medida, a empresa fica proibida de seguir com as atividades até regularização da documentação. Ontem, representantes da empresa se reuniram com a promotora Marina Calile Sanches, da Promotoria de Meio Ambiente, para discutir formas de retomar a atividade.
Cerca de 70 trabalhadores do frigorífico se concentraram na frente do Ministério Público (MP), durante o encontro.
A revogação da licença ocorreu após denúncia de vazamento de uma das lagoas de decantação do empreendimento. O problema foi admitido pela empresa e constatado pelos técnicos do instituto na semana passada.
Segundo o advogado da empresa, Cirineu Dias, o frigorífico gera cerca de 240 empregos diretos e já apresentou um plano de contenção ao MP.
“Já apresentamos a promotora um plano de recuperação total dessas lagoas de decantação. Para tanto, vamos retirar a água dessas lagoas e transportar para outro lugar enquanto os reparos são feitos”, comenta.
Segundo o advogado, uma das estruturas apresentou rachaduras que causaram o problema. “A promotora ficou de avaliar nossa proposta e discuti-la com técnicos do IAP para uma resposta. Nosso objetivo é retomar os abates o quanto antes para manter esses empregos que estamos gerando”, comenta.
A promotora Marina Calile Sanches afirmou que deve se pronunciar sobre o caso na próxima sexta-feira, após avaliar o plano apresentado ontem pela empresa.
LICENÇA
Em nota, o IAP afirmou que a licença foi cassada tendo em vista investigação do Ministério Público. “Cabe ao empreendimento se adequar a todas as normas ambientais, atender as condicionantes impostas no devido licenciamento ambiental para poder solicitar novamente sua operação”, diz a nota.
O frigorífico União, instalado no Parque Bela Vista, havia iniciado o abate em janeiro. Segundo a Tribuna apurou junto aos funcionários, a empresa vinha realizando abates de até 300 animais diariamente. O empreendimento ocupa as instalações do frigorífico Orion, que encerrou as atividades em julho de 2016, em meio a dificuldades financeiras e após demitir cerca de 200 funcionários.