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ICMS de combustíveis pode quebrar estados, alerta secretário da Fazenda

Da Redação

| Edição de 30 de maio de 2022 | Atualizado em 30 de maio de 2022

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A aprovação pelo Congresso das mudanças no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, energia elétrica e telecomunicações pode “quebrar” os estados, inviabilizando e “destruindo” a situação financeira dos governos estaduais, reduzindo recursos para investimentos em saúde e educação, e prejudicando também os municípios. O alerta foi feito nesta segunda-feira pelo secretário de Estado da Fazenda, Renê Garcia Júnior, em audiência pública na Assembleia Legislativa, ao comentar o impacto do projeto já aprovado pela Câmara Federal e em discussão no Senado, que limita as alíquotas do ICMS sobre combustíveis, energia e telecomunicações em 18%. Atualmente, a alíquota sobre esses produtos cobrada pelo Paraná é de 29%.

De acordo com Garcia Júnior, juntos os estados podem perder mais de R$ 100 bilhões ao ano. Só o Paraná pode perder cerca de R$ 7 bilhões com a proposta, defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Só com os combustíveis, a perda seria de R$ 2,4 bilhões anuais, e outros R$ 3,3 bilhões com energia, além de R$ 600 milhões com telecomunicações.

“Se perdermos R$ 100 bi, o caixa dos estados passa a ser negativo em maio e junho do ano que vem”, avisou o secretário, que pediu aos deputados que pressionem os senadores a não aprovarem o projeto. “Estamos diante de uma crise profunda nos estados e municípios brasileiros”, afirmou.

“Se o projeto for aprovado, ele inviabiliza os estados e municípios como um todo. O projeto é uma bomba atômica sobre os estados. Ele destrói os estados entre maio e junho do ano que vem”, disse Garcia Jr, que criticou o caráter “eleitoreiro” da proposta.