CIDADES

min de leitura - #

Impacto gera efeito em cascata, afirma economista

DA REDAÇÃO

| Edição de 11 de março de 2022 | Atualizado em 17 de março de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

A guerra deflagrada pela Rússia contra a Ucrânia influencia os preços dos combustíveis no Brasil. Mas segundo o economista Rogério Ribeiro, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), este não é apenas o único fator que pressiona os mercado. De acordo com ele, os combustíveis não eram reajustados já há dois meses. Neste período, a cotação do petróleo tem sofrido elevações que só se intensificaram com o conflito na Ucrânia.  

“O reajuste é um acumulado deste período. E ainda podemos esperar mais aumentos nas próximas semanas se não ocorrer uma solução para o conflito na Ucrânia”, analisa o economista.
Ribeiro adianta ainda que, pela política de preços voltada ao mercado da Petrobras, enquanto o preço internacional do petróleo continuar subindo e a moeda brasileira se manter desvalorizada podemos esperar novas altas.
“O aumento na ponta, para o consumidor final, não deverá ser na intensidade do aumento na refinaria, mas poderá atingir uma média de R$ 7 o litro”, analisa.
Como a gasolina, o diesel e o gás são insumos necessários, o economista destaca que o impacto da alta será sentido nos preços do bens e serviços como um todo.