Três sítios, totalizando aproximadamente 10 alqueires de área colhida de trigo, foram queimados ontem à tarde, em Ivaiporã. De acordo com as informações do Corpo do Corpo de Bombeiros, o incêndio ocorreu por volta das 15 horas e teria iniciado nas proximidades da Vila Nova Porã. Apesar da colheita do cereal já ter sido realizada, o prejuízo é certo para os proprietários, já que a palhada serve de adubação para o plantio da soja.
Segundo o bombeiro Maurício Sanches, apesar das dificuldades de combate ao fogo devido à extensão da área, as chamas foram controladas com apoio de agricultores. “O fogo se propagou muito rápido, mas tivemos a felicidade de contar com o pessoal que usou as grades dos tratores para fazer o cerco às chamas, evitando assim que o fogo ganhasse maiores proporções”, relata.
Sanches ressalta que, devido ao tempo seco, a população deve redobrar cuidados simples, como evitar jogar bitucas de cigarro próximo às áreas rurais, ou até mesmo atear fogo em entulhos. “Também há risco para as pessoas que param perto da estrada para ver o incêndio. Hoje (ontem), um motorista curioso parou o carro e saiu para ver as chamas de outro local. Após um vento forte, o veículo quase foi atingido. A sorte desse motorista foi que ele havia deixado o carro aberto e a intervenção rápida de um colega conseguiu retirar o carro do local”, disse.
Setembro registrou 1.282 focos de incêndio em todo o Paraná. É o maior número para este mês nos últimos 12 anos, segundo dados do Corpo de Bombeiros e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Em Apucarana, o Corpo de Bombeiros atende, em média, duas chamadas de incêndio por dia. Foram 43 ocorrências nos primeiros 20 dias de setembro. O mês com maior casos, no entanto, foi julho, com 117 registros de queimadas. Em agosto, o número ficou em 52.
O 2º tenente Emerson Aparecido Rocha, do Corpo de Bombeiros de Apucarana, alerta para os riscos de queimar lixo ou vegetação em terrenos baldios. “Com a umidade baixa e o calor dos últimos dias, é grande o perigo. As pessoas precisam mudar o comportamento, realizando a capina e roçagem dos terrenos”, assinala. Ele observa que é crime ambiental realizar queimadas, mas lamenta a falta de fiscalização e punição dos responsáveis.
RESIDÊNCIAS
O oficial também mostra preocupação com o número de incêndios em residências. Foram cinco casos em Apucarana em setembro e três em agosto. “Oito casos de incêndio em residência em menos de um mês é algo preocupante. Muitas pessoas não tomam os cuidados necessários em relação à rede elétrica e isso aumenta o perigo também nos dias de calor”, assinala. Segundo ele, o país está em alerta máximo para os incêndios em setembro por conta do tempo seco. Segundo o Simepar, deve voltar a chover na região Norte do Paraná apenas no começo de outubro.