A estiagem severa que atinge o Paraná, aliada ao clima seco característico da estação e a vegetação ressecada por causa das geadas acendem um alerta no Estado para a ocorrência de incêndios florestais. Na região, a incidência de queimadas já é 30% maior que no ano passado.
Segundo dados do 11º Grupamento do Corpo de Bombeiros (GB), que abrange 22 municípios, 306 incêndios ambientais foram atendidos pela corporação até o último dia 10. No mesmo período do ano passado foram 273.
Só no município de Apucarana, foram atendidas 148 ocorrências no período, 25% a mais que no ano passado. Segundo a tenente Ana Paula Zanlorenzi, as condições pioraram após a geadas. “Foram 21 ocorrências de incêndios ambientais atendidos pelos bombeiros em julho e nos primeiros 10 dias de agosto já foram 23 ocorrências de incêndio em vegetação”, disse.
“As pessoas devem ter consciência de que elas precisam evitar o início das queimadas, os números de ocorrências dessa origem são muito grandes nesta época. Ficamos horas em uma mesma ocorrência”, alerta.
Segundo a tenente Ana Paula, o mês de agosto é propício para queimadas em vegetação por ser um mês de estiagem. “Clima seco, vegetação seca, geadas, além de fortes ventos que são registrados na região, favorecem a propagação dessas chamas. O fator humano ainda é a principal causa desses incêndios ”, observa a tenente.
Os casos de incêndios em vegetação ocorrem quase que diariamente em Apucarana. “Importante que as pessoas façam denúncias desses incêndios para que os órgãos competentes façam a verificação a notificação e a responsabilização dessas pessoas, porque é crime ambiental. Isso traz riscos as pessoas, aos patrimônios e principalmente a vida, humana e vida animal que estejam naquele local”, finaliza.
PARANÁ
O problema ocorre em todo estado. Somente no último fim de semana, o Corpo de Bombeiros do Paraná registrou 268 ocorrências, inclusive com uma vítima, em Toledo, com ferimentos graves.
Os casos, que chegaram a reduzir no Paraná nos primeiros quatro meses do ano, voltaram com tudo com a chegada do inverno. Em julho, foram 1.505 focos de queimadas, 125% a mais que no mesmo mês do ano passado, quando 669 ocorrências foram confirmadas. Os focos mais do que dobraram nos primeiros dias de agosto, com 674 registros entre os dias 1º e 8 de agosto, contra 329 no mesmo período de 2020.
A orientação do Corpo de Bombeiros é que o cidadão contate imediatamente a Central de Operações, via 193, caso presencie alguma situação de incêndio ambiental. Os cuidados nesta época devem ser redobrados porque o fogo descontrolado pode se alastrar rapidamente, causando danos irreversíveis à fauna e à flora.