A incerteza com relação a economia brasileira piorou em novembro, depois de ter tido quatro meses de melhora, aponta novo índice do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV.
Divulgado pela primeira vez anteontem, o índice é medido em pontos e traz uma série histórica desde janeiro de 2000.
Ele leva em conta três premissas: a frequência de notícias com menção a incertezas na economia, as previsões do mercado naquele momento para as taxas de câmbio e inflação, e a variação do Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira.
A média da última década é de um índice em 100 pontos, usado pelos pesquisadores como base para um patamar razoável.
Em novembro deste ano, a incerteza bateu 126,4 pontos, alta de 5,6 pontos em relação a outubro. Ele também é maior que o verificado em novembro de 2015, quando registrou 122,7 pontos.
O maior nível deste ano foi visto em abril, quando atingiu 141,6 pontos. Abril foi quando a Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, que foi afastada até o julgamento que ocorreria de forma definitiva no Senado, em agosto.
A incerteza atingiu o ponto mais baixo em setembro, com 120,6 pontos e se manteve praticamente estável em outubro, com 120,8. Neste novembro, porém, acelerou 6,4 pontos. Segundo o economista e pesquisador do Ibre Pedro Costa Ferreira, a incerteza recente na economia está fortemente atrelada à questão política brasileira
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