A quantidade de indenizações pagas pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) no Paraná caiu 7,6% no primeiro quadrimestre de 2018. Ao todo, 7.066 indenizações foram pagas entre janeiro e abril de 2018 no estado, somando mortes no trânsito, invalidez permanente e reembolso de despesas hospitalares. Na noite de anteontem, um homem morreu em acidente ocorrido em Apucarana.
Existente desde 1974, o Seguro DPVAT indeniza vítimas de acidentes de trânsito, sem apuração de culpa, podendo ser motorista, passageiro ou pedestre, em três categorias: morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e hospitalares. A responsável pela administração do benefício é a seguradora Líder-DPVAT, um consórcio formado por várias empresas e que forneceu os números.
As 7.066 indenizações pagas neste início de 2018 representam um número 7,6% menor do que os 7.649 pagamentos do mesmo período do ano passado. A maior parte das indenizações é por invalidez permanente: foram 4.936 pagamentos desta natureza, número 10,5% menor do que em 2017 (5.538).
As indenizações por morte somaram 870 no primeiro quadrimestre de 2018, número 6,6% menor do que os 932 pagamentos nos mesmos meses de 2017. Já reembolso de despesas hospitalares aumentou 6,9% no período em questão, indo de 1.179 para 1.260.
Os valores das indenizações do seguro DPVAT são estabelecidos por lei. Nos casos de morte, o valor é de R$ 13.500. Para os casos de invalidez permanente, o valor máximo é o mesmo, mas varia conforme a intensidade e repercussão da lesão no corpo da vítima, com base em uma tabela prevista na Lei 6.194/1974 e atualizada pela Lei 11.945/2009. Já as despesas médicas e hospitalares são reembolsadas em até R$ 2.700, considerando os valores gastos pela vítima em seu tratamento.
Clara Ilza Lemes de Oliveira, chefe da 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana, afirma que o número de acidentes é preocupante. “Os acidentes de trânsito geram um impacto bastante grande no sistema se saúde, já que boa parte dos acidentes gera um custo elevado com atendimento, cirurgia, leitos de UTI, procedimentos de alta complexidade e até mesmo transporte aéreo”.
Segundo ela, falta conscientização no trânsito. “Em muitas ocasiões, os acidentes poderiam ser evitados. Muitos ainda abusam da velocidade, dirigem sob efeito do álcool, são imprudentes e não têm consciência do risco que correm e do risco que colocam os outros. Precisamos focar em ações e medidas educacionais e punitivas, com objetivo de reduzir os acidentes”, ressalta.
VÍTIMA FATAL
Na noite de anteontem, Apucarana registrou uma morte no trânsito. Alexandre França, de 35 anos, retornava do trabalho para casa de bicicleta quando foi atingido por um caminhão VW com placas de Curitiba. O acidente aconteceu na Avenida Minas Gerais, próximo à saída para Califórnia. Alexandre morreu no local do acidente.
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