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Indústria do vestuário tem mil vagas abertas em Apucarana

DA REDAÇÃO

| Edição de 11 de fevereiro de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Depois do apagão da matéria-prima, a indústria vem enfrentando outro problema: escassez de mão de obra. Em Apucarana empresários da indústria do vestuário estão recorrendo à prefeitura para definir estratégias e ampliar a divulgação para conseguir preencher cerca de mil vagas que estão abertas no setor. A estimativa do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí (Sivale) é que metade destes postos de trabalho não exija experiência. 

Segundo Elizabete Ardigo, empresária e presidente Sivale, uma vaga de costureira tem demorado cerca de 30 dias para ser preenchida. A dificuldade de contratar trava o setor. “Atualmente, Apucarana tem seis novas fábricas autorizadas pela Anvisa, produzindo aproximadamente 12 milhões de máscaras descartáveis por mês e elas trabalham 24 horas por dia”, diz.
Ela ressalta ainda que a produção deve aumentar em 50% com novas três unidades esperando autorização para fabricarem os insumos e os empresários estão preocupadas com as contratações. “As empresas funcionam em três turnos, o que aumenta mais ainda a demanda da mão de obra. Há postos em aberto que não requerem o mínimo de experiência, sem falar que as empresas oferecem o treinamento com muita facilidade de aprender”, explica.
O empresário Adeli Garcia Júnior está há mais de 30 anos na indústria do vestuário. Ele, que ampliou sua empresa para produzir insumos de saúde, quer ampliar seu quadro de funcionários em mais 25 trabalhadores, mas encontra dificuldades. “O objetivo é divulgar o máximo as vagas para que a população saiba que o total de desempregados não é por falta de oportunidades e para isso, precisamos dos meios de comunicação e até as igrejas para sensibilizar”, comenta o industrial.
A divulgação dessas vagas foi tema de uma reunião realizada ontem na Prefeitura de Apucarana. Além do setor do vestuário, o encontro contou com participação de Neno Leiroz, gerente da Agência do Trabalhador de Apucarana, que vai centralizar a oferta de vagas, e representantes Sindicato do Comércio Varejista de Apucarana (Sivana), Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia) e Sindicato dos Empregados no Comércio de Apucarana (Siecap). Lideranças religiosas também participaram do encontro para atuar como divulgadoras.
O prefeito Junior da Femac afirma que, mesmo com a pandemia, Apucarana está conseguindo manter a economia aquecida. “São mil vagas somente no setor do vestuário, mas existem também outros setores que estão aquecidos e necessitam de mão de obra, como a construção civil e o comércio. O Muffato, que está construindo uma unidade na região do Bairro da Igrejinha, já iniciou o cadastramento para contratar mais de 100 pessoas”, exemplifica Junior da Femac.