A execução de obras no lago do Parque Ambiental Jardim Botânico, para construção de uma ciclovia, revelou uma superpopulação de piranhas no local. A espécie, que é predadora, está sendo eliminada. A prefeitura de Ivaiporã calcula que meia tonelada de peixes dessa espécie tenha sido removida do lago.
Segundo o chefe do Setor de Serviços Urbanos de Ivaiporã, Flavio Maciel, após a confirmação da infestação, a prefeitura optou por esvaziar totalmente o lago. “Inicialmente íamos esvaziar até a altura da obra, mas quando percebemos a situação, optamos por esvaziar completamente para eliminar a população de piranhas”, comenta.
Segundo ele, durante o processo, foram encontradas espécies de tilápia e traíras em pequena quantidade. “A gente sabia que tinha piranhas, mas fomos surpreendidos pela quantidade, praticamente não tinha mais outras espécies de peixes. Encontramos apenas algumas tilápias e traíras e muitos estavam com nadadeiras ou rabos comidos pelas predadoras”, comenta.
Os peixes retirados foram destinados para o Departamento de Assistência Social e aos três projetos sociais – Casa de Vivência, Renascer e Centro da Juventude. Segundo Maciel, apenas os servidores da prefeitura retiraram 250 kg de piranha do lago. A estimativa é que moradores das imediações tenham pescado quantidade semelhante.
Maciel afirma que o esvaziamento é necessário para a eliminação completa da espécie. “Vamos esvaziar o lago, aplicar cal para eliminar as ovas do lodo e só então, após um período, enchê-lo novamente”, comenta.
A prefeitura não sabe explicar como a população de piranhas foi parar no lago, que não tem comunicação direta com rios. “Acreditamos que alguém de má fé tenha colocado piranhas e elas se desenvolveram e se tornaram dominantes”, comenta.
Segundo o Departamento de Meio Ambiente e Serviços Urbanos, após a retirada da ovas e finalização das obras da ciclovia, o Lago do Parque Ambiental Jardim Botânico será repovoado com cinco espécies de peixes.
O objetivo é inaugurar a ciclovia no dia 19 de novembro, quando Ivaiporã completará 60 anos. A execução da obra exigiu a interdição do espaço público por questões de segurança. Em breve, a população poderá utilizar duas pistas com mais conforto e segurança, e as crianças poderão ser estimuladas a praticar ciclismo.