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Infestação do Aedes aegypti gera alerta em Apucarana

Vanuza Borges

| Edição de 31 de janeiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, aumentou em Apucarana. O último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado ontem à tarde pela Autarquia Municipal de Saúde (AMS), aponta índice de 2,5%, que é considerado como situação de alerta. Quando o índice é superior a 4% há risco de surto da doença. No último LIRAa, feito no município no mês de novembro, o índice de infestação era de 0,7%. A AMS garante que vai intensificar visitas de agentes para combater focos do mosquito. 

Imagem ilustrativa da imagem Infestação do Aedes aegypti gera alerta em Apucarana

O levantamento começou a ser feito no dia 20 de janeiro e foi encerrado ontem. Neste período, os agentes vistoriaram 2.198 imóveis na área urbana, incluindo residências, terrenos baldios e indústrias. A área com maior índice de infestação de Aedes aegypti vai do Jardim das Flores ao Lago Jaboti, onde a média foi de 1,5%, que também é considerado situação de alerta.
Um dos argumentos da AMS, para aumento do índice, que já esperado para esta época do ano, é o grande volume de chuvas aliado ao calor, que forma o cenário ideal para proliferação dos mosquitos.
Diretor superintendente da AMS, Roberto Kaneta, avalia que a situação é de alerta e pede a participação da sociedade no combate ao Aedes aegypti. “Vamos intensificar as vistorias feitas pelos agentes de endemias principalmente nos bairros com maior índice de infestação”, sublinha.
Kaneta também pede para a população evitar deixar água parada em vasos de plantas, latas e pneus. Também reforça que a caixa d’água deve ficar sempre tampada. “Temos que eliminar a água parada. Esta é a única forma de evitar a proliferação do mosquito, que além de transmitir dengue, zika, chikungunya, também é um possível transmissor da febre amarela”, comenta.
Apucarana registrou um caso de dengue importado na semana passada. Arapongas também apresenta um caso da doença, também importado.

IVAIPORÃ
Em Ivaiporã, a infestação também preocupa. Conforme levantamento da Vigilância Sanitária (Visa), o LIRAa de janeiro é de 1,94%. No primeiro levantamento de agosto, o índice era 0,3%. “É preocupante, porque a reprodução do mosquito é muito mais rápida no verão. Por isso, é importante que as pessoas se dediquem pelo menos um dia por semana para procurar e eliminar criadouros nos quintais”, comenta Antônio Gonçalves, funcionário da Visa.
Ontem, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) divulgou que o Paraná finaliza janeiro sem registrar epidemias de dengue em nenhum município, algo que não acontecia há cinco anos. (COLABOROU IVAN MALDONADO).