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Infestação do Aedes aegypti gera alerta na região

Fernanda Neme

| Edição de 05 de fevereiro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A 16ª Regional de Saúde (RS), de Apucarana, divulgou ontem os resultados do 1º Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2018 na região. Das 17 cidades pertencentes ao órgão, cinco estão com infestação do mosquito acima de 3,9%, quando há alto risco: Califórnia (5%), Faxinal (5,4%), Apucarana (5,4%), Borrazópolis (6,4%) e Kaloré (6,5%). 

Outras sete cidades estão com infestação entre 1% e 3,9%, considerada de risco médio, e apenas duas abaixo de 1%, que é o índice recomendado pelo Ministério da Saúde. Três municípios – Rio Bom, Grandes Rios e Novo Itacolomi – não tiveram seus dados divulgados.

Para Marcos Costa, chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da 16ª Regional de Saúde, os dados são preocupantes, já que o mosquito Aedes aegypti é vetor de doenças como dengue, febre amarela, chikungunya e zika vírus. “Estamos preocupados, pois esse alto índice de infestação é que vai delinear possíveis casos da dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito em nossa região”, acrescenta. 
Apesar do alto índice de infestação, a 16ª RS registrou apenas dois casos de dengue, um em Apucarana e outro em Arapongas, além de um caso de chikungunya em Rio Bom. 
Um dos motivos do aumento da infestação, segundo Marcos, foi o aumento da chuva em dezembro de 2017 e janeiro deste ano. “As fortes chuvas e agora o calor é uma condição climática propícia para a proliferação do mosquito. Isso colaborou para que o índice aumentasse”, assinala. 

Imagem ilustrativa da imagem Infestação do Aedes aegypti gera alerta na região


Para evitar mais infestações do mosquito e também futuros casos, o chefe da Divisão de Vigilância em Saúde, diz que a melhor forma é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é essencial não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.
O secretário de Saúde de Kaloré, Ronaldo Romeiro, não esconde que ficou preocupado com o levantamento e com o alto índice de infestação no município. Porém, ele e sua equipe estão tomando providências com uma campanha ainda maior e a emitir notificações às famílias que têm focos de proliferação dos mosquitos em suas casas. “Vamos pegar ainda mais firme nas campanhas. Até o nosso prefeito vai gravar u m vídeo institucional alertando sobre os cuidados que devemos ter”, diz. 
A secretária de Saúde de Borrazópolis, Vera Maria da Silva, diz que o número do levantamento já era o esperado devido ao resultado da pesquisa do ano passado, que foi 4%, e também das fortes chuvas do começo de dezembro do ano passado e janeiro deste ano. “Os agentes já voltaram de férias e vamos bater forte nesta tecla, indo de casa em casa, coletando lixo. Quem não se prevenir, logo receberá notificações”, complementa.

Situação preocupa em Apucarana
A combinação climática de sol e chuva, predominante ao longo de janeiro, proporcionou um ambiente propício para criadouros do mosquito da dengue. Este fator, na avaliação da Autarquia Municipal de Saúde, contribuiu para o resultado do 1º Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2018 de Apucarana, realizado entre 22 a 26 de janeiro. 
O Índice de Infestação Predial (IIP) foi de 5,4%, classificando Apucarana na condição de município de alto risco para uma eventual epidemia da dengue. Os resultados dos dois últimos LIRAa de 2017, em agosto e outubro, registraram o percentual de 0,5% e 1,1%, respectivamente. 
A maior incidência, 39%, do mosquito ainda é fruto da ação humana. Está em depósitos de lixo, sucatas e entulhos, descartados de maneira imprópria. É também alta a incidência, 26,7%, de larvas em locais de armazenamento de água, como floreiras, vasos reservatórios para animais e garrafas. Um fator que chamou a atenção dos agentes de endemias foi a grande quantidade de tambores para coleta da água da chuva com foco do Aedes aegypti. 
O superintendente da Atenção Básica e responsável pelo setor de endemias, Marcelo Viana de Castro, pede à população que redobre os cuidados na prevenção da dengue. A divisão de controle de endemias da Autarquia de Saúde faz sua parte com visitas domiciliares, realizadas pelos agentes de endemias e comunitários de saúde para detectar focos do mosquito. “Os moradores, no entanto, também precisam estar atentos eliminando pontos que possibilitem o acúmulo de água e locais propícios ao desenvolvimento da larva do Aedes aegypti”, conclama Viana.