Com a inflação de 2,7% no acumulado dos últimos 12 meses, os produtos tradicionais da ceia de Natal se mantiveram com os mesmos preços praticados no ano passado em Apucarana. Com isso, a expectativa dos mercados é de vender em torno de 20% a mais do que no mesmo período de 2016. Porém, os consumidores ainda se mostram cautelosos e buscam alternativas para gastar menos neste final de ano.
A Tribuna realizou um levantamento na tarde de ontem nos cinco principais supermercados da cidade e constatou que os preços se mantém praticamente inalterados em relação ao ano passado. O panetone e o chocotone Bauducco tradicional, de 500 gramas, está sendo comercializado, em média, a R$ 16. O peru Sadia é vendido a R$ 16,48 o quilo, enquanto que o Chester Perdigão sai por R$ 15,48. Entre as bebidas espumantes, os preços variam entre R$ 10 (sidra Cereser) e R$ 25 (espumante Salton Classic).
A manutenção dos preços anima os lojistas. “Já estamos sentindo a movimentação dos clientes para o final de ano. Alguns já começaram a comprar, apesar de a maioria ainda estar apenas observando os preços por enquanto”, destaca José Márcio Barbosa, gerente de um supermercado da cidade.
De acordo com ele, a expectativa é boa por parte dos supermercadistas. “Daqui para frente, a tendência é apenas aumentar. O movimento em dezembro já é melhor do que nos outros meses, se intensificando ainda mais nos últimos 20 dias antes do Natal. Acreditamos que as vendas deverão ser cerca de 20% maiores do que no ano passado”, ressalta.
Adriano Zalilio, responsável pelo setor de compras de um supermercado de Apucarana, afirma que os preços se mantiveram no mesmo patamar do ano passado. “Com isso, as vendas devem ser um pouco melhores do que no ano passado. Vale ressaltar que algumas empresas tradicionais, por conta das baixas vendas do ano passado, estão produzindo menos. Por isso, pode haver falta de produtos próximo ao Natal, principalmente panetones”, indica.
Apesar das altas expectativas, o consumidor não parece muito propenso a gastar mais do que no ano passado. “A situação não está tão tranquila para ninguém, então acho que todo mundo está buscando os menores preços e também alternativas para gastar menos. Eu ainda não comprei, por enquanto estou apenas olhando os preços”, afirma a programadora Janaína Faria.
“Tem algumas coisas que não podem faltar. Sempre compramos panetones para dar de presente para os familiares e amigos, além de espumantes, carnes e frutas. Todo Natal era feito lá em casa mas, neste ano, vamos nos reunir na casa de um parente e cada um vai levar um pouquinho, para não pesar no bolso de ninguém”, afirma ela.
Esta vai ser, também, a alternativa adotada pela artesã Cleonice Vilas-Boas. “Com cada um ajudando, todo mundo se reúne e não fica ruim para ninguém. Cada um leva uma coisinha e fazemos uma ceia bem bonita”, conta.