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Inflação puxou preços para cima, avalia economista

DA REDAÇÃO

| Edição de 21 de dezembro de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Para o economista Rogério Ribeiro, a inflação medida pelo índice geral do IPCA do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) será superior a 10% neste ano e no caso específico dos alimentos no domicílio, que engloba os preços de produtos adquiridos para o consumo em casa, ficará em torno de 15%. “De forma desagregada, dentro do grupo de alimentos no domicílio, temos que as carnes subiram cerca de 26%, os produtos derivados de trigo e soja também subiram entre 14% e 20%. Assim, a variação apresentada no levantamento dos preços da cesta natalina não configura uma anomalia de preços diante do cenário econômico atual”, argumentou.

Segundo ele, existe uma sensação de que as pessoas estão dispostas a aumentar o consumo de alimentos típicos para esta data neste final de ano, o que se contrapõem à intenção de se gastar menos com os tíquetes médios para os presentes. “Isto se dá pelo fato de que a retomada da economia aumentou o nível de emprego e as pessoas se sentem mais seguras para efetuar mais gastos. Porém, a tendência é de que este aumento de gastos fique limitados aos alimentos e bebidas. Com base nestes dados é factível a expectativa de aumento de vendas de produtos alimentícios neste final de ano, tendência que deve se manter em 2022, pelo menos nos meses iniciais”, argumentou o economista.