A inflação voltou a acelerar em maio pressionada pelos preços administrados pelo governo (como a taxa de água e esgoto, energia elétrica e remédios) e pelos alimentos. O IPCA, índice oficial do país, foi de 0,78% no mês passado, acima da taxa registrada em abril (0,61%), mostram dados divulgados ontem pelo IBGE.
Foi o índice mais alto para o mês desde 2008, quando havia subido 0,79%. Em maio do ano passado, o índice havia sido de 0,74%.
Com isso, a taxa acumulada em 12 meses avançou para 9,32%, acima dos 9,28% do acumulado até o mês anterior.
Individualmente, o item com maior contribuição para o resultado da inflação de maio foi a taxa de água e esgoto, que registrou uma alta de 10,37% no mês. Sozinho, o item contribuiu com 0,15 ponto percentual do IPCA do mês.
O grupo alimentação teve a segunda maior contribuição para a alta da inflação no mês, embora a intensidade do aumento dos preços tenha sido menor do que a registrada no mês anterior, segundo os dados do IBGE.
A inflação da alimentação e bebida foi de 0,78% em maio, abaixo da taxa de 1,09% de abril. O grupo foi responsável, desta forma, por 0,20 ponto percentual do IPCA de 0,78% de maio passado, segundo o instituto.
Dos alimentos mais significativos para os consumidores, os destaque de alta foram batata-inglesa (19,12%), cebola (10,09%) e feijão-mulatinho (9,85%). Somente a batata-inglesa acumula alta de 50,91% neste ano.
Por outro lado, os consumidores tiveram alívio nos preços de alguns produtos da mesa. É o caso da cenoura (-23,08%), ovos (-2,26%) e hortaliças (-2,07%).
REMÉDIOS
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que os preços dos remédios subiram 10,52% neste ano. O aumento reflete o reajuste autorizado pelo governo, que passou a vigorar no fim de março.
Os remédios foram autorizados a serem reajustados em até 12,50%. Esse limite é traçado com base na inflação passada e outros fatores como produtividade do setor, concorrência e custo dos insumos dos produtos.