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Ivaiporã amplia ‘vida útil’ de aterro

Ivan Maldonado

| Edição de 13 de julho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Em pouco mais de quatro anos de uso, o aterro sanitário de Ivaiporã já preencheu três trincheiras com resíduo domiciliar, num total de 27 mil toneladas. Com a capacidade praticamente esgotada na próxima semana, a Prefeitura põe em operação uma quarta vala com cerca de 

2 mil m² mais uma lagoa de retenção do chorume. Desde que foi inaugurado, o aterro passou a receber diariamente 20 toneladas de resíduo domiciliar e cerca de 10 toneladas de recicláveis. 

Apesar do preenchimento rápido das valas nesses primeiros anos, a Secretaria de Meio Ambiente procura realizar ações para aumentar o tempo de vida útil do aterro. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Jayme Ayres, inicialmente, a capacidade total do aterro era de 20 anos, porém com o centro de triagem que passou a funcionar no local desde o ano passado, e recentemente a usina de compostagem, a previsão é que o aterro sanitário ganhe pelo menos mais 10 anos de vida útil. 

“Quando iniciamos o aterro, nossa coleta seletiva era de apenas quatro toneladas. Desde o ano passado são dez toneladas; ou seja, mais seis toneladas que são recicladas no centro de triagem e não vão mais para a trincheira. No mês passado, passamos também a operar a usina de compostagem, o que deve reduzir em 85% o volume de lixo direcionado para as valas”, explica Ayres. 

Imagem ilustrativa da imagem Ivaiporã amplia ‘vida útil’ de aterro
Quarta vala de 2 mil m² entrará em operação na próxima semana no aterro de Ivaiporã | Foto: Ivan Maldonado

Atualmente, Ivaiporã tem dois tipos de coleta domiciliar. A que vem separada das residências e outra sem separação recolhida pelos caminhões de forma convencional. O lixo que não é separado chega ao aterro e é compactado e aterrado. Mas a partir da operação da nova trincheira, segundo Ayres, “esse lixo também passará pela mesa de triagem e compostagem”. 

Ainda de acordo com o secretário, para melhorar mais o aproveitamento das trincheiras, a Prefeitura planeja ainda a ampliação da coleta seletiva na cidade de 10 para 20 toneladas. “Hoje, temos um caminhão na coleta seletiva que atende todas as ruas da cidade em dias variados. Precisamos agora melhorar a logística, o prefeito (Miguel Amaral) está empenhado na aquisição de um novo caminhão e em breve estaremos aperfeiçoando também nossa coleta seletiva”, comenta Ayres.

USINA DE COMPOSTAGEM
Jayme Ayres explica que a compostagem é um processo de decomposição biológica da matéria orgânica presente no lixo, por meio da ação de microrganismos existentes nos resíduos. “Depois da fermentação, a mistura é peneirada. Os pedaços maiores (pedras e galhos, etc) ficam retidos e levados para o aterro sanitário”. 
A porção que passa pela peneira é o composto orgânico cru (adubo). Depois, de 60 dias, o adubo poderá ser usado na cafeicultura, fruticultura e jardins.