Depois de muita discussão na noite de anteontem (14), em reunião organizada pelo Conselho Comunitário de Segurança de Ivaiporã (Conseg) com lideranças política, de segurança pública, judiciário e comunidade no salão nobre da prefeitura, ficou decidido que o município irá se mobilizar para reivindicar um Centro de Detenção Provisória (CDP).
A mobilização ocorre por conta da superlotação carcerária da cadeia, que registrou nova fuga semana passada. Inicialmente, havia a proposta de levar uma penitenciária - que abriga presos já sentenciados - como pauta de reivindicação ao governo do estado.
Uma comissão foi formada e deve seguir nos próximos dias para Curitiba, para apresentar o problema ao Governo do Estado.
O juiz titular da Vara do Trabalho, Cícero Ciro Simonini Júnior um dos idealizadores da proposta da penitenciária diz que a reunião foi muito proveitosa, apesar das divergências de ideias. “Para trazer uma unidade prisional, seja estabelecimento penitenciário ou CDP precisa de vontade política, e um consenso mínimo entre os formadores de opinião da cidade”.
Dentre as lideranças contrárias a construção do presídio está o ex-prefeito Luiz Carlos Gil. “Tenho debatido isso com várias pessoas da comunidade e a população não quer. Vem gente junto, vem preso com grau de muita maior de periculosidade que os nossos. Por outro lado o problema da Cadeia Pública é grave, tanto que a minha proposta é a construção de uma nova carceragem para 150 vagas”, disse.
O juiz do Fórum da Comarca de Ivaiporã, Dirceu Gomes Machado entende que 200 vagas para Ivaiporã seria preenchida no prazo de um mês. “Hoje, muitas vezes, nós juízes deixamos de prender ou determinar uma prisão, justamente por causa do caos que a cadeia se encontra hoje. Em Ivaiporã todos os réus que estão no semi aberto. Aqui na cidade todos esses réus do semiaberto, cumprem penas em suas casas. Só que nós não temos como fiscalizá-los e onde não tem fiscalização a anarquia reina”, comenta.
O prefeito Miguel Roberto do Amaral disse que o próximo passo será uma reunião em Curitiba na Secretaria de Segurança Pública. “Vamos em grande grupo apresentar para o secretário e governador a situação. Vamos solicitar uma reforma imediata da carceragem para garantir que não ocorra uma tragédia com grandes proporções e reivindicar também uma nova carceragem fora do centro da cidade”, comenta. (IVAN MALDONADO)