Considerando a água como um recurso finito e indispensável à vida, as prefeituras das cidades de Jandaia do Sul e de Rio Bom têm se destacado no Vale do Ivaí ao investir em projetos de recuperação e de proteção de minas d’água. Juntas, as duas cidades já garantiram a preservação de 85 nascentes e têm dezenas de outras já cadastradas para serem recuperadas nos próximos meses.
Entusiastas do trabalho de preservação das minas, os prefeitos Lauro Júnior, de Jandaia do Sul e Moisés José de Andrade, destacam o alcance desse trabalho, que demanda pouquíssimos recursos. “É um projeto barato, que promove o equilíbrio do ecossistema, ao restaurar nascentes degradadas. Assim, recuperarmos o potencial hídrico das nascentes e ainda usamos o projeto para ações de educação ambiental com nossas crianças”, diz o prefeito de Jandaia.
Moisés de Andrade, por sua vez, destaca que todas as minas, depois de recuperadas, apresentaram um aumento de vazão. “As minas ficam protegidas, melhoram a vazão e terão vida útil muito mais longa. É um trabalho que só traz ganho. Ganham os produtores, ganham as comunidades, ganha o meio ambiente”, afirma.
Em Jandaia do Sul o projeto Água é Vida é realizado através do departamento de Fomento à Agropecuária e Meio Ambiente. O diretor Geraldo Cesar Semensato informa que a 50ª mina recuperada no programa deve ser concluída em outubro.
“Fortalecendo as políticas de sustentabilidade dentro das propriedades rurais, contribuímos para o aumento da disponibilidade de água e da biodiversidade, reduzindo assim o risco de assoreamento e desertificação”, observa.
O projeto está fundamentado na Lei Municipal nº 3.129, a iniciativa da Prefeitura, em parceria com o IDR-PR, da Indústria Missiato de Bebidas, da Cooperval e do Sicredi Sustentável/Jandaia.
Em Rio Bom, o Água é Vida é realizado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente. O secretário João Emanuel Menezes informa que desde o ano passado, 45 minas foram mapeadas no município e dessas, 35 já foram totalmente recuperadas e protegidas. Ao todo, a cidade tem 70 nascentes cadastradas. O plano é ter todas elas restauradas e protegidas pelo projeto até o final do próximo ano.
O custo médio de cada projeto de recuperação de mina é muito baixo, segundo João Emanuel. Ele destaca que o valor varia, dependendo da dimensão e do terreno onde estão localizadas. Mas, em média, custam perto de R$ 300 cada uma, considerando apenas os custos dos materiais. “É muito barato. E quando consideramos o benefício do projeto, o custo não significa absolutamente nada”, diz.
Os produtores rurais interessados podem procurar as prefeituras
• Uma vez cadastrada, a mina será inspecionada. Para proteção, usa-se a tecnologia de solo-cimento, com a mistura de cimento e terra vermelha para fazer a proteção da mina. Pedras são usadas para proteger os olhos d´água e tubulações em pvc de 100mm, 40mm e ¾ (1 polegada) são utilizadas no sistema de drenagem.
(CLAUDEMIR HAUPTMANN)