A morte da jovem Camila Souza, de 28 anos, moradora de Apucarana e vítima de feminicídio a tiros em Arapongas no último sábado (21) foi premeditada, conforme aponta a investigação conduzida pela delegada titular da Delegacia da Mulher (DM) de Arapongas Thaís Orlandini Pereira.
Segundo a delegada, o autor do crime, ex-marido da vítima, esperava ela chegar com a irmã e o cunhado para deixar os filhos do casal na casa dele. “Segundo depoimento de testemunhas ouvidas até o momento, o autor carregava a arma do crime em uma sacola de plástico, que também continha gasolina para atear fogo na mulher. Logo após efetuar os disparos, ele disse para a irmã da vítima, em uma chamada de vídeo que atearia fogo na ex-mulher, caso ela não morresse com os tiros, o que configura a frieza e premeditação para o crime”, explicou a delegada.
Ainda segundo a delegada, o casal se relacionou durante 6 anos e estava separado há 4 meses. Apesar de não ter registrado nenhum boletim de ocorrências contra o ex-marido, nem possuir medida protetiva contra ele, a jovem tinha medo. “Testemunhas relataram que ela tinha muito medo dele, por essa razão, evitava andar sozinha. Ele tinha um sentimento de posse por ela”, relatou.
Um pedido de prisão preventiva já foi feito pela Polícia Civil. O autor do crime utilizava tornozeleira eletrônica e tem passagens por tráfico, de acordo com a polícia.
O crime aconteceu na tarde deste sábado (21), na Avenida Siriema. Conforme informações de testemunhas, o homem efetuou vários disparos contra a ex-mulher. Ela chegou a ser socorrida mas morreu a caminho do hospital. (ALINE ANDRADE)