A Polícia Civil de Apucarana divulgou ontem laudo preliminar a respeito de morte de Aparecido Targino da Silva, 56 anos, que foi encontrado no fundo de um poço na chácara na localidade de Barra Nova, na zona sul de Apucarana. Dois enteados da vítima estão presos e confessaram o crime, que teria sido motivado por violência doméstica. O assassinato teria ocorrido no início da semana passada.
Segundo o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) aponta que Aparecido foi morto por um trauma crânio encefálico. O corpo de Aparecido foi retirado, já em estado de decomposição, de um poço artesiano na noite de sábado pelo Corpo de Bombeiros. Ele era considerado desaparecido desde a sexta-feira, quando a filha registrou o caso junto à polícia após passar pelo imóvel e perceber, além da ausência do pai e da companheira, objetos em desordem.
O corpo estava semi soterrado por entulho e foi necessário esvaziar o poço antes de resgatá-lo.
Anteontem, os dois enteados de Aparecido – jovens de 22 e 25 anos – foram presos. Foi a própria mãe deles quem denunciou o paradeiro de ambos à polícia.
“Ela veio nesta tarde até a delegacia e informou que os filhos dela teriam matado Aparecido. Ela contou que o casal já estava separado e que na última terça-feira, o ex-companheiro a teria procurado no sítio onde ela estava vivendo com os dois filhos. Aparecido estaria embriagado, a xingou e também teria dado um empurrão nela. Neste momento, os filhos interviram na situação e pediram para que a mãe saísse do local”, comenta o delegado.
Segundo depoimento da mãe, quando ela retornou, horas depois, os filhos afirmaram que tinham que sair do imóvel. Os dois a levaram para uma mata próxima. “Eles teriam contado para a mãe sobre o assassinato e quando ela ameaçou denunciar, os filhos a ameaçaram e a mantiveram em cárcere privado durante 4 dias”, revelou o delegado. A mãe teria inclusive sido amarrada por eles. Após conseguiu fugir, ela pedir ajuda para um vizinho, que a levou até a delegacia para fazer a denúncia.
“De posse das informações da localização dos suspeitos, nossa equipe foi até lá, realizamos buscas e conseguimos prender os dois rapazes que estavam escondidos na mata. Eles imediatamente assumiram o crime e foram trazidos para a delegacia”, informou Rodrigues. Os dois confessaram ter agredido o padastro com socos e aplicado um mata-leão.