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Lâmpadas incandescentes não podem mais ser comercializadas a partir hoje

Vanuza Borges

| Edição de 01 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O casal Zenilda e Edison Montovani viu a conta de luz reduzir 25% no último mês ao substituir as velhas lâmpadas incandescentes por versões de LED. “Substituímos seis lâmpadas e a conta diminuiu R$ 80”, revela. Empolgados com a economia, ela e o marido vão trocar também as lâmpadas da área externa da casa. A decisão de Zenilda e Edison tem se tornado cada vez mais comum entre os consumidores diante das medidas restritivas que incentivam opções mais eficientes. A partir de hoje, por exemplo, está proibido em todo território nacional a venda de lâmpadas incandescentes com potência de 41 até 60 watts (W).

Imagem ilustrativa da imagem Lâmpadas incandescentes não podem mais ser comercializadas a partir hoje

As versões de 25W e 40W tem até junho de 2017 para deixarem o mercado, porém não atingem os novos níveis de eficiência estabelecidos no mês passado. Com a proibição, tecnicamente, hoje é o fim das lâmpadas incandescentes. A substituição começou em 2014, quando as lâmpadas acima de 75W e 100W deixaram de ser comercializadas. No ano passado saíram de linha as versões de 60 W, que eram as mais usadas. Quem descumprir a lei poderá ser multado em R$ 100 até R$ 1,5 milhão.

Segundo o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a mudança visa elevar a participação no mercado de tecnologias com maior eficiência, de acordo com o Plano de Metas estabelecido, de 2010, ano que 70% dos lares brasileiros eram iluminados por lâmpadas incandescentes. Atualmente, a cenário se inverteu e este tipo de iluminação representa cerca de 30%.

O espaço deixado pelas incandescentes não é só ocupado pelas fluorescentes compactas, que já foram consideradas um progresso, mas especialmente pelas de tecnologia LED, que têm se demonstrado mais elevado, eficiente e econômica, com garantia de até 25 mil horas.

A opção feita pelo casal Zenilda e Edison Montovani, segundo o gerente de uma loja do ramo, Natan Pataluch, de Apucarana, está cada dia mais comum. “Hoje em dia, a venda maior é de lâmpadas de LED, que estão substituindo as fluorescentes. Já as incandescentes não vendemos mais”, diz.

Em outra loja do ramo, o gerente Alan Shimura observa que ainda venda lâmpadas incandescentes, mas de 40W, que são permitidas. No estabelecimento também têm as halógenas, que são uma versão melhorada das incandescentes. “As pessoas não procuram mais este tipo de lâmpada. O LED tem tido maior saída por ser mais econômico e ter seu custo reduzido nos últimos anos”, avalia. Versões de LED são encontradas no mesmo preço e até abaixo do valor pago pelas fluorescentes.