CIDADES

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Lar renovado

Vanuza Borges

| Edição de 30 de julho de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Lar São Vicente de Paulo, de Apucarana, endereço de 92 idosos, também foi espaço escolhido nos últimos anos por dezenas de pessoas, empresas, clubes de serviços e instituições para colocar em prática a solidariedade. Juntos, os voluntários pouco a pouco transformaram o local, que teve seus dezoito quartos reformados, além da capela, melhorando não só a estética do espaço, mas também o tornando mais seguro. Graças as reformas, é a primeira vez, em décadas, que a instituição consegue obter as licenças necessárias para o funcionamento, como da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros. 

Imagem ilustrativa da imagem Lar renovado
Pátio também passou por mudanças | Foto: Delair Garcia


Em valores, as melhorias custeadas pela solidariedade da sociedade apucaranense, somam aproximadamente R$ 300 mil. Outros setores também passaram por reformas como a recepção, o pático, a cozinha e o refeitório  - este último em projeto com a participação do curso de designer de interiores da Facnopar -, em reformas que foram custeadas com recursos próprios, explica o presidente da instituição, César Farináceo. “Desde 1967, o Lar São Vicente nunca tinha passado por uma reforma estrutural tão significativa”, afirma. No total, as obras somam mais de R$ 500 mil. 
Em todos os quartos, ele explica que as janelas antigas foram trocadas por modelo blindex e novas foram instaladas para aumentando a circulação de ar. O piso foi trocado por revestimento antiderrapante. “Os banheiros também foram reformados e contam com vários itens de segurança. Além disso, todo o forro foi substituído por modelos não inflamáveis. O Lar, com certeza, está mais seguro”, assinala. 
As portas também passaram por mudanças. “Antes, cadeirantes tinham dificuldades para passar pelas portas, que eram de 80 centímetros. Agora, com 10 centímetros a mais, a circulação foi facilitada”, ressalta. 
Farináceo comenta que a ideia de reformar os quartos surgiu com o cirurgião dentista Valmir Pedro da Silva Júnior durante uma visita ao Lar. O objetivo era tornar o ambiente mais acolhedor e humano. “Durante uma visita ao Lar, entrei num dos quartos e fiquei impressionado. Não tinha praticamente ventilação”, recorda o dentista.

INÍCIO
Valmir revela que saiu com a sensação que era preciso mudar esse quadro. Depois de algum tempo, ele encontrou apoio para o seu projeto no Rotary Club Apucarana, do qual passou a fazer parte. Como não era possível fazer todos os quartos, por causa do custo financeiro, surgiu a ideia de fazer um quarto por vez. Assim pessoas, empresas e instituições poderiam apadrinhar uma unidade. A reforma de cada quarto custou cerca de R$ 15 mil.
“Apresentei a proposta ao Rotary Club que apadrinhou o primeiro quarto, que serviu de modelo aos demais, e foi entregue em dezembro de 2015. Assim que entregamos, outros parceiros surgiram”, sublinha. O quarto foi apadrinhado em uma ação conjunta entre o Rotary Club Apucarana, Rotary Club Apucarana Sul e Associação de Senhoras de Rotarianos. 
Os quartos precisaram ser reformados individualmente, porque os internos tinham que ser recolocados para outras unidades. A reforma dos quartos foi concluída no final do ano passado. “A sensação é de missão cumprida e também uma forma de incentivar outras pessoas a fazer acontecer”, diz. 
O presidente da entidade, César Farináceo ressalta que foi com a participação de todos que o projeto tomou vida e foi concluído. E, para não correr o risco de esquecer de alguém que participou, prefere não citar todos os nomes.   

Novas parcerias são necessárias 
Quem tem o Lar São Vicente de Paulo como endereço resume em poucas palavras o resultado da intervenção da solidariedade. “Ficou mais agradável. Está mais arejado”, diz Rosa Francisco, de 69 anos, que vive no local há 27. Para Manoel Nascimento Santos Neto, de 65, e Cícera Calado da Costa, 65, a reforma deixou o ambiente mais bonito. “Eu gosto muito daqui. A reforma deixou tudo mais bonito”, diz Cissa, como é mais conhecida. 
As melhorias são evidentes, mas César Farináceo, presidente do Lar São Vicente, observa que os trabalhos continuam a fim de sanar outras necessidades. “Estamos batalhando para conseguir parceiros para conseguir reformar as enfermarias masculina e feminina, que tem dez leitos cada. Também está em processo de elaboração um projeto para construir uma varanda, onde os idosos possam aproveitar a vista para o Lago Jaboti”, revela.
Para a varanda, ele explica que um engenheiro ligado a Turma da Alegria está trabalhando no projeto. “A ideia é que idosos cadeirantes também possam desfrutar da vista do Lago Jaboti. Hoje, eles não conseguem por causa do muro”, diz.