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Latrocínio de idoso choca população de Arapongas

Vanuza Borges

| Edição de 28 de junho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Um homem, de 65 anos, foi assassinado com três tiros disparados pela própria arma durante um assalto ocorrido na manhã de ontem em Arapongas. Aparecido Pereira estava em casa, com a esposa, quando a residência foi invadida por dois homens, um deles provavelmente menor de idade. A dupla, que estava com um simulacro de arma de fogo, deu voz de assalto. A vítima teria percebido que a arma era de brinquedo e pego uma pistola para intimidar os criminosos, que conseguiram render o idoso e disparar contra ele. Pereira chegou a ser socorrido, mas morreu em casa.

Imagem ilustrativa da imagem Latrocínio de idoso choca população de Arapongas

O latrocínio – roubo seguido de morte – aconteceu na Rua Falcão, no Conjunto Padre Bernardo Merckel, por volta das 9 horas, que fica a cinco quarteirões do centro. De acordo com o delegado responsável pela investigação do caso, Carlos Marcelo Sakuma, duas pessoas entraram na residência, e uma, provavelmente, ficou do lado de fora dando cobertura. “Eles estavam usando um simulacro, como o proprietário percebeu e tinha em casa uma pistola, calibre 6.35, tentou inibir a ação dos bandidos. Infelizmente, os criminosos dominaram a vítima e, com a própria arma dela, efetuaram três disparos”, relata.

A arma do crime foi levada pelos criminosos. Ainda segundo o delegado, a vítima tentou apenas inibir os invasores. “Em decorrência de não ter atirado, os bandidos tiveram a oportunidade de se aproximar da vítima e a dominar”, detalha. A pistola usada para matar Pereira foi levada pelos bandidos, agora a Polícia investiga se a arma era legalizada.

De manhã, o delegado chegou a ouvir cinco suspeitos do crime, mas todos foram liberados por falta de provas. As pessoas ouvidas tinham passagem por crimes de roubo e latrocínio. “Por isso são investigadas”, justificou. Além de não ter provas, a esposa da vítima também não reconheceu nenhum dos suspeitos.

Uma vizinha da vítima, que prefere não dizer o nome, contou que chegou a ouvir os disparos, assim que acordou. “Quando ouvi o alarme que disparou e os três tiros, já imaginei que fosse assalto”, comenta. Ela, que mora há dois meses no bairro, conta que foi assaltada na semana passada. “Não temos mais segurança”, afirma.

Os criminosos fugiram de bicicleta.