A Polícia Civil de Apucarana apresentou ontem um homem suspeito de abusar sexualmente de quatro meninas. A investigação foi realizada pela Delegacia da Mulher, que recebeu denúncias de familiares das vítimas. Marcos José da Silva Santos, de 44 anos, responderá por estupro de vulnerável e também por tráfico de drogas. Condenado anteriormente por roubo e porte ilegal de arma de fogo, Santos saiu recentemente da prisão mediante monitoramento com tornozeleira eletrônica. De acordo com a delegada Luana Lopes, exames de corpo de delito confirmaram o abuso em quatro meninas, com idades entre 8 e 12 anos. “De acordo com as investigações, as meninas eram amigas do filho de Santos, de seis anos, e frequentavam a casa regularmente. Enquanto a esposa dele saia para trabalhar, ele cobria o filho com um cobertor e abusava das meninas”, afirma a delegada. O crime aconteceu no Conjunto Habitacional Sumatra, região oeste da cidade.
A Delegacia da Mulher conseguiu prender o acusado menos de uma semana após o início das investigações. Segundo a delegada, os exames nas vítimas foram feitos na última segunda-feira (24). O laudo que confirmou o abuso saiu menos de 24 horas depois, o que proporcionou o pedido de prisão preventiva contra o suspeito A polícia prendeu Santos anteontem.
“Após a prisão dele, a polícia vasculhou a casa e encontrou 276 gramas de maconha e 144 gramas de crack, além de três balanças de precisão, papelotes para envolver a droga depois de fracionada e dinheiro em espécie. As investigações apontam que ele comercializava as drogas na própria casa que as crianças frequentavam e foram abusadas”, diz Luana.
O suspeito foi encaminhado ao Minipresídio de Apucarana. Em entrevista à imprensa, ele confessa o crime de tráfico de drogas, mas nega os estupros.
TORNOZELEIRA
Marcos soma quatro condenações por roubo e uma por porte ilegal de arma de fogo. Por determinação da Justiça, ele saiu da prisão recentemente, mediante monitoramento por tornozeleira eletrônica.
“Infelizmente, as tornozeleiras não evitam crimes. São aparelhos que apenas indicam onde o sujeito se encontra, mas não o o que ele está fazendo. Inclusive já recebi informações de que alguns bandidos conseguem remover a tornozeleira para realizar crimes sem serem rastreados. A tornozeleira acaba se tornando um álibi”, afirma o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, José Aparecido Jacovós.
“Entendemos que a situação sistema carcerário é difícil em todo o país, mas infelizmente a população não pode continuar sendo vítima de bandidos condenados, mas que continuam soltos nas ruas”, ressalta Jacovós.