O filme ‘Sem Destino’, de 1969 conta a história de dois amigos motociclistas que mergulham em uma aventura sob duas rodas pelo sul dos Estados Unidos. E foi o longa, considerado um clássico atualmente, que despertou a paixão por motos e inspirou o professor Luis Cesar Domingues, 56 anos, de Califórnia, a imergir no universo dos moto clubes. “A moto inspira liberdade, conhecimento e amizade. É um estilo de vida”, classifica.
Domingues é membro do moto clube Cilindros de Aço. Além dos encontros semanais na sede, a irmandade se reúne frequentemente para longos passeios pelas estradas da região e até para outros Estados. O constante deslocamento dos grupos, que na maior parte das vezes levam consigo suas famílias, exige respeito às leis de trânsito para que todos viajem em segurança, para evitar acidentes. Este tipo de prática é muito comum entre os amantes de veículos de duas rodas e demanda muita cautela nas estradas. No mês passado, um motociclista apucaranense se envolveu em acidente durante um passeio com aproximadamente cinco amigos motociclistas, na BR-376, na Serra do Cadeado. Dias depois, outro motociclista morreu na PR-151, voltando do clube de motos.
Para que o grupo respeite a legislação de transito e não cometa excessos, as instituições estabelecem um regimento interno. “Não só o nosso moto clube, mas todos seguem um regulamento e quem descumpre a legislação de trânsito pode ser suspenso”, explica outro integrante do moto clube, professor Newton Souza Neves, 52 anos, de Apucarana.
Ele explica que, durante o trajeto, o membro mais antigo e experiente, denominado ‘ponteiro’, é responsável por guiar o comboio em segurança durante o trajeto. O grupo também utiliza sinalização tática de mãos, para instruir o grupo e alertar sobre condições da pista, acidentes, entre outras adversidades. Contudo, a maior satisfação dos motociclistas é contemplar a paisagem. “A maioria respeita as leis. Nunca há pressa de chegar e nem disputa de velocidade”, garante.
Há mais de 20 Souza Neves participa de grupos e viaja com sua moto custom. Experiente, ele aconselha as pessoas que dividem da mesma paixão a tomarem cuidado e respeitar a sinalização e o limite de velocidade da pista.
“Infelizmente acidentes acontecem. Eu mesmo já me acidentei em Mauá da Serra, mas não foi nada grave por que estava em baixa velocidade. Então, é importante respeitar os limites de velocidade e sempre lembrar que qualquer descuido pode custar uma vida, porque o para-choque é o nosso corpo”, ressalta.