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Lixão de Marumbi é alvo de incêndio criminoso

Fernando Klein

| Edição de 05 de setembro de 2022 | Atualizado em 05 de setembro de 2022

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Funcionando de forma irregular, o lixão de Marumbi pegou fogo na última sexta-feira (2). É o quarto incêndio registrado no local, que foi alvo de fiscalização recente do Ministério Público (MP). A Prefeitura registrou Boletim de Ocorrência (BO) no destacamento local da Polícia Militar (PM) ontem. Há suspeita de ação criminosa. Um caminhão-pipa da administração foi utilizado para apagar as chamas.

Contrariando todas as normas ambientais, o lixão é frequentado diariamente por quatro catadores, segundo a própria prefeitura. Eles selecionam o lixo e guardam o material reciclável para depois comercializá-lo

O prefeito Adhemar Rejani (PSD) admite que o problema existe. Segundo ele, o lixão a céu aberto é frequentado pelos catadores sem autorização da administração municipal. No entanto, o prefeito reconhece que a Prefeitura não mantém fiscalização no local, tampouco há proteção que evite a entrada indevida.

Rejani afirma que o município vem buscando regularizar a situação e espera a liberação do Instituto de Água e Terra (IAT) do Paraná para colocar em funcionamento um barracão de reciclagem. Ele também quer implementar a coleta seletiva na cidade e ainda adotar o sistema de “área de transbordo”, levando o lixo para destinação correta em uma empresa de Apucarana.

Enquanto isso, o prefeito prometeu ceder o barracão para que os catadores guardem os materiais recicláveis com a condição de que os recolham e os separem em outro local. Ele também garantiu que o município vai ajudar as famílias com alimentos até que uma solução adequada seja encontrada (FERNANDO KLEIN)