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Lojistas fazem protesto em Apucarana

DA REDAÇÃO

| Edição de 02 de março de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Comerciantes de Apucarana foram as ruas ontem para protestar contra as medidas do decreto estadual para conter o avanço da pandemia no Paraná e pedir a reabertura das lojas. A manifestação reuniu mais de 100 pessoas que saíram do Lagoão em carreata e em seguida se mobilizaram na frente da Prefeitura, onde fizeram uma oração antes de uma comitiva ser recebida pelo prefeito Junior da Femac. 

A empresária Carmo Mendes repassou que a situação já está difícil e destacou que o comércio não é responsável pela transmissão do vírus. “Estamos reivindicando que o nosso comércio volte a abrir, nosso comércio não é vetor de contaminação. Fecham as lojas e as pessoas lotam os mercados. O que tem que cuidar é das festas, aglomerações “, desabafa. 
Silvia Fortuna, outra empresária de Apucarana ressaltou a aglomeração em supermercados e questionou os motivos do fechamento do comércio. “Aglomeração dentro do comércio? Não estamos tendo nem vendas, imagina aglomeração, dá uma revolta muito grande. Por que nossa classe é sempre tão penalizada?”, comenta. 
O prefeito Junior da Femac, que recebeu uma comissão de comerciantes em seu gabinete, explicou detalhadamente o teor do decreto do governo do estado. 
Conforme esclareceu Junior da Femac, o decreto foi editado a partir das atribuições do governador, definidas na Constituição Estadual, e tem validade como medida obrigatória. “Ao município caberia ser ainda mais restritivo, o que não foi o caso de Apucarana, comparando a outras cidades onde foram adotadas medidas mais severas”, avaliou. 
Durante o diálogo com os comerciantes, a promotora pública de justiça, Fernanda Silvério, participou por meio de chamada de vídeo e ressaltou o caráter estadual do decreto. Segundo a representante do Ministério Público, em caso de descumprimento do decreto, o prefeito responde judicialmente por crime de improbidade administrativa, além de outras penalidades.
“A Prefeitura está aberta ao diálogo e está sugerindo ao Governo do Estado medidas de abrandamento no caso de Apucarana, em relação ao comércio, considerando os números da pandemia no Município”, ponderou Junior da Femac.
O prefeito lembrou ainda que, no fim de semana, a saúde de Apucarana precisou socorrer uma cidade de porte médio, onde não foi cumprido o decreto estadual, com um de cilindros de oxigênio.