CIDADES

min de leitura - #

Madrasta é presa em flagrante após morte de criança

Vanuza Borges

| Edição de 22 de novembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.


Um caso de negligência infantil terminou em tragédia anteontem no Jardim Casa Grande em Arapongas. Um menino, de apenas 3 anos, foi deixado em casa sozinho. Quando estava sem cuidador, Daniel Felipe da Rocha sofreu uma queda, que resultou em traumatismo craniano grave e não resistiu aos ferimentos. A madrasta do garotinho, a dona de casa Dalcinéia Hardt, de 36 anos,  está presa na 22ª Subdivisão Policial de Arapongas, por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O delegado-chefe da Polícia Civil, de Arapongas, Marcos Fernando da Silva Fontes, responsável pelo caso, entendeu que houve negligência. 
Fontes também arbitrou fiança no valor de R$ 10 mil, que não havia sido paga até ontem à tarde. “No dia do acidente, ela saiu de casa de manhã e deixou a criança sozinha por cerca de duas horas, para caminhar. No período da tarde, ela novamente precisou sair de casa para ir ao advogado e deixou a criança sozinha em casa novamente. Porém, disse que orientou o menino a não mexer em nada”, detalha.
Ainda de acordo com delegado, Dalcinéia encontrou o esposo, o conferente José Carlos de Souza, na área central e o avisou que o menino estava sozinho. “Ele nos contou que foi para casa de moto, mas quando chegou lá encontrou a criança caída e vomitando. O pai acionou o Samu, mas o menino faleceu ainda no local”, diz. 
A tentativa de socorro da criança causou grande comoção não apenas no pai e madrasta da criança, como em vizinhos.  O corpo do menino foi sepultado na tarde de ontem em Mauá da Serra, onde moram familiares dos pais da criança. “Pelo que averiguamos, a mãe da criança teria deixado o filho sob os cuidados dos avós paternos há seis meses. No último domingo, os avós decidiram deixar a criança com o pai”, detalha.
Segundo o delegado, Dalcinéia e José Carlos, estavam morando juntos há cinco meses. 
“Entendemos que houve negligência na conduta dele, que infelizmente, resultou na morte da criança. Ou seja, homicídio culposo”, diz, observando que a mulher estava bastante abalada e realmente não teve a intenção de matar a criança.
Fontes observa que a situação de Dulcinéia poderá mudar, uma vez que passará pela audiência de custódia hoje. “As investigações estão no começo, mas vamos ouvir os outros familiares e apurar se o pai tinha consciência que a criança estava ficando sozinha. Neste caso, ele poderá ser responsabilizado também”, comenta.