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Mais quatro mulheres procuram polícia para denunciar médico apucaranense

Renan Vallim

| Edição de 24 de maio de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Polícia Civil de Apucarana convocou uma coletiva de imprensa na tarde de ontem para dar mais informações sobre o caso do médico Gilberto Pinto Wanderley, suspeito de conduta inadequada com as pacientes. Após a exposição do nome do profissional, há dez dias, mais quatro mulheres procuraram a Delegacia da Mulher. Duas delas já depuseram e as outras duas devem ser ouvidas nos próximos dias. A delegada que até então investigava a situação, Iane Cardoso do Nascimento, que está em processo de transferência, ainda rebateu críticas sobre a condução do caso.
Ao todo, segundo afirma a delegada, seis mulheres estão sendo ouvidas no inquérito. Há cerca de 10 dias, a polícia divulgou que duas pacientes teriam sido vítimas do clínico geral. A polícia ainda cumprir mandados de busca e apreensão na casa e clínico do médico. A delegada Iane Cardoso do Nascimento divulgou o nome do profissional em coletiva de imprensa para que eventuais novas vítimas pudessem surgir. Dias depois, as quatro mulheres buscaram a delegacia.
“A divulgação da identidade do médico não foi um ato leviano ou desnecessário e surtiu o efeito esperado, já que novas vítimas surgiram e procuraram a polícia. Também foi dito que as acusações seriam vazias. No entanto, os indícios colhidos através da investigação batem com os depoimentos das vítimas”, assinala Iane.
A delegada afirma ainda que a transferência dela para Foz do Iguaçu não tem ligação com o caso. “Meu pedido de transferência aconteceu há cerca de um mês atrás e foi por motivado por questões familiares. Tanto é que a portaria que oficializou a minha transferência foi assinada no último dia 11 e a divulgação do nome do médico ocorreu no dia 13.
A delegada afirma que mulheres que passaram por situação semelhante devem procurar a Delegacia da Mulher, na Rua Jamil Soni, 53, bairro 28 de Janeiro. O crime de Violação Sexual Mediante Fraude é previsto no Artigo 215 do Código Penal, com pena que varia de dois a cinco anos de prisão.

OUTRO LADO
A reportagem entrou em contato ontem com o advogado de defesa do médico, José Teodoro Alves. Ele estava em viagem e profissional e afirmou que só vai comentar o caso após se inteirar das novas denúncias.

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