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Manobras com motos colocam PM em alerta

DA REDAÇÃO

| Edição de 05 de novembro de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Condutores empinando as motos em via pública e pilotos ou garupas sem capacetes. Essas duas irregularidades de conduta exclusiva de motociclistas são as mais comuns em Apucarana. As condutas renderam 48 autuações, conforme os dados repassados pelo 10º Batalhão de Polícia Militar (PM). O número de multas em relação à direção perigosa é considerado baixo pela própria corporação, que afirma que apesar do comportamento ser bastante comum, é de difícil flagrante.

Desde o começo do ano a PM realizou 15 autuações de motociclistas que foram flagrados empinando em bairros do município. “É muito difícil flagrar um motociclista empinando. Geralmente eles escolhem locais mais afastados e, antes da manobra, se certificam que não tem viaturas por perto. A PM tem que flagrar o motociclista empinando para fazer a abordagem e autuar ”, explica o tenente Marco Antônio Matias.
A manobra é considerada perigosa. “É uma prática bastante perigosa, não apenas para a vida do motociclista, mas também para as outras pessoas. Um motociclista empinando pode não perceber uma pessoa, um idoso, uma criança atravessando a rua e pode acontecer um acidente grave. O motociclista também pode cair”, comenta.
O Código de Trânsito Brasileiro considera realizar manobras em vias públicas uma infração gravíssima, são sete pontos que podem recair no prontuário do condutor. A multa pode chegar a um valor de R$ 2.934,70.
Outra infração grave é condução sem o capacete ou permitir garupa sem o equipamento. De janeiro até agora foram 33 autuações contra pessoas que foram flagradas em motocicletas sem o equipamento de proteção.
A prática pode render sete pontos na carteira e uma multa de R$ 2.934,70. “É muito arriscado essa conduta de andar sem capacete. Como temos o costume de falar, o pára-choque da motocicleta é o próprio piloto. Qualquer coisa que acontecer pode vir bater a cabeça no chão ou em anteparos, provocar ferimentos graves ou até mesmo a morte de condutores e garupas. É preciso ter consciência”, finaliza o tenente Matias.